domingo, 28 de fevereiro de 2010

Desespero 18/07/08

Estou enlouquecendo
Minha cabeça está aponto de explodir a cada dia
Já não lembro de nada
Não sei que dia é hoje, não sei qual mês estamos
Nem mesmo sei o ano
Não sei mais definir as horas se já é dia se já vai ser noite
Não lembro o nome de amigos
Minha cama agora se move
E agora está a me empurrar pela janela
Igual aquela menina da semana passada
Os carros estão passando na rua
A cocaína já não faz mais efeito
Não sinto minhas pernas
meu telefone toca eu nem sei quem é
almas vivas invadem meu quarto e sentam-se ou meu lado e conversão

eu não ouço...

meu peito queima...

minha boca se calou
ninguém ouve meus gritos de socorro
preciso falar com alguém
que esse é o meu pior pesadelo
mais não estou dormindo
minhas escrituras nas paredes me confunde
A arma no chão ao lado de um corpo
Não sei o que aconteceu
Perdoa-me deus

Autor: Eduardo Zidu de Oliveira 18/07/08

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fica




Enquanto toco o meu pianoTudo parece tão calmo e serenoE nada é de verdadeVocê disseIsso não vai sair. eu dissePor favor não saiEu dissePor favor não vaiFica mais um tempoUm tempo para nos arrumarArrumar nossa camaEspereIsso não importaÉ muito cedo e o trem nãoSai agoraHá tempo para falamosAntes de irmos para longeLonge até demaisMais e maisQuero ama-la como me pediuNão sei se perde alguém assimSó por não tentarEspere e ouça o que eu tenho tanto para dizerFica comigo para sempreA chuva acabou e você se foi sem dizer adeusE não ouviu o que eu disse
autor: Eduardo Zidu de Oliveira

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Vamos ao enterro hoje 14/05/08

Vamos ao enterro hoje andar as voltas

Pela tristeza por sabemos que não voltaremos mais de lá

Vamos ao enterro

Brincar de nos achar

Achar eu achar você

Assim acharemos nos dois juntos

Junto selados pelas mãos

Minha boca, teu olhar no meu

Meu coração em ti e o teu no meu

O vento abana as folhas em nossos pés

Caídas com o tempo

Tempo esse que cada vês mais rápido

Rápido demais o sol já tocando rostos

Refazendo sonhos

Sonhos de crianças

Crianças nas calçadas Fantasiadas de anjos

Calçadas que viram estradas

Estradas que estendam-se para alem da praia

Para nadar nos mares guiados apenas pelas gaivotas

Gaivotas que voam livre e fazem partes do meu ser

Autor: Eduardo Zidu de Oliveira 14/05/08

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Um mundo em um cruzar de olhos

Uma pessoa um alguém
Uma forma de estar perto
Um olhar
Um mundo em um cruzar de olhos
Numa palavra, num gesto uma conversa num olhar
Um olhar para dizer que ama


ps: continuação do artigo anterior

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um olhar cego 30/07/2008


Me pergunto porque todos se preocupam comigo

Mais ninguém pergunta o que eu realmente quero

Todos dizem que é para o meu bem, Minto quando aceito e finjo que choro por dentro

corro porque tenho medo

Sinto a ferrugem no joelho direito, me preocupam quando dizem que pensão em mim em primeiro

Não entendo porque então pensão alto demais, demais para ver se é o que quero tão fácil seria se me ouvissem, tão fácil seria escutar

Como um braço partido apenas eu sinto a dor, assim é como se levantassem o véu de uma noiva sem nem ao menos ter visto o seu rosto algum dia

Minha alma atrás do véu e minha pele o véu

30/07/2008

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Um sonho meu / Vou


Vou sair

Vou me empregar não sei exactamente pra onde vou mas sei onde não vou estar em casa a tua espera vou estar na lua o fim-de-semana inteiro quem sabe lá no céu de noite desenhado estrelas vou fazer o que quiser de mim vou estacionar no lugar errado vou buzinar na frente da igreja e soluçar na biblioteca dormirei nas calçadas e andarei com os pés descalços, me venderei por pouco quebrarei todos os espelhos de casa só para não me ver, rabiscarei as paredes não irei trabalhar na segunda mas voltarei na terça como se nada tive-se acontecido pois afinal foi um sonho, um sonho meu