quarta-feira, 28 de abril de 2010

A noite durante o dia 29/04/08

Sofro de insónia meus dias tornaram-se noites
Dias escuros tão escuros que nem a luz do sol consegue iluminar
Pensamentos corrompidos lembranças apagadas,
Imagens retorcidas
Quadros e números e ninguém sabe nada

A neve branca caindo os Sines voando
O comboio chegando
A agua do mar abraçando a terra
A lua chegando

A noite acordado vendo as nuvens pela janela passarem rápidas como se estivessem atrasadas para o nascimento do sol
E os olhos vermelhos que insistem em não repararem nas coisas bonitas do mesmo jeito que consegue ver aquela linda rosa negra no meio de um jardim cheio de flores
Nas crianças correndo e sorrindo
Mais olhando para aquela que chora por ter machucado o joelho
Sento do lado de um senhor para ouvir suas histórias imaginando-me com aquela idade e feliz como ele podendo ainda continuar a escrever meus poemas nos quais dediquei muitas noites e quando não poder mais escreve-los e nem poder lê-os mais alguém muito querido fará isso por mim
Então chorarei de felicidade pois saberei que as noites
Não foram em vão

Autor: Eduardo Zidu de Oliveira 29/04/08

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Palavras minhas

Olá minha querida estive muito tempo fora
Fora de mim fora dos meus pensamentos
Fora de todos
Passei muito tempo a provar do nada, passei muito tempo escrevendo para alguém que quisesse ler, me afoguei em ilusão, tomei muito desespero e principalmente me pus num lugar de solidão. Por muito tempo fiquei lá e agora já não quero mais estar lá.
Tomei um pouco de coragem e levantei, sorri e me estabeleci. Foi um longo caminho até achar a luz na solidão, seus recado em minha caixa de correio me fizeram feliz por um bom tempo, deram-me esperança que a muito tempo perdi mas não foi mau foi assim


ps: Essa imagem eu roubei de minha querida priminha Hellen, não foi escrito só mente em especial para ela, é em especial a todas as meninas, mulheres, garotas que fazem, fizeram e das que ainda farão parte da minha vida.

E também para aquelas garotas que souberam levantassem e superarão os seus desafios, obrigado a todas

Com um abraço bem forte Eduardo Zidu de Oliveira

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quem dizia era ele: Fernando Pessoa


"Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."

(Fernando Pessoa)

A biblia de Sebastian Shane 006: Ciao 1ª parte

A Chegada
Deus já nos condenou só temos que seguir com a sentença, viver para o bem ou acabar fortalecendo o mau
Lembro-me bem era 15 de Fevereiro por volta das sete horas da manha chovia muito naquela altura o comboio que partia em direcção a costa acabara de chegara a estação com suas carruagens longas e desgastadas pelo tempo estendia-se a por todo o galpão de embarque muitas pessoas dirigiam-se a direcção do embarque outros que esperavam a muito dorminhão nos bancos frios da estação famílias inteiras reunidas para saldar os jovens que vinham das faculdades com os seus diplomas ou dos campos trazendo lembranças ou noticias boas ou tristes, não havia dormido bem na noite anterior passei a noite a arrumar a mala que levaria para morar com meu pai, cheguei muito cedo a estação não conseguia dormir bem desde a quinta-feira passada quando recebi a carta do meu pai que me convidara para morar durante algum tempo com ele sentei-me num banco da estação ao lado de um senhor, um vento frio circulava por toda a estação hoje é domingo e amanha de manha já estarei chegando na cidade de meu pai e depois terei de apanha a camioneta para a sua casa é tão fácil de chegar não tenho como errar, é uma cidade que nunca tinha visitado ou melhor nunca sequer tinha saído da minha cidade e também era muito raro dormir fora de casa meu avó se preocupava demasiado comigo “As previsões para a Europa são más não são?” disse o senhor ao meu lado, com um ar de tristeza e de como se estivesse se despedindo de alguém olhei na mesma direcção que ele e vi que olhava para um jovem que ficava olhando para o tecto da estação logo pensei que deveria ser o seu filho deve esta indo para a capital estudar muitos fazem isso, e respondi-o com um sinal com a cabeça que sim. Uma voz do alto-falante disse que o comboio já estava preste a partir lembrei de que ainda não havia comprado o bilhete pois quando fui ainda era muito cedo e estava fechado atravessei o salão todo da estação correndo para compra o bilhete conseguir compra o bilhete ao correr de volta para o comboio esbarrei com um jovem que tinha mais ou menos a minha idade pedi-o desculpa senti algo tocar em meu bolso mais na hora não dei importância pois se eu parasse eu perderia o comboio ate que consegui e lentamente com um enorme solavanco o comboio começava avançar. Como tinha passado muito tempo acordado e não dormia bem decidi então tentar dormir um pouco, antes do comboio sair dei mais uma olhada pela janela e vi o jovem com o qual tinha esbarrado usava uma camisa preta com a foto de Kurt Cobain lembrei de ter visto algo na tv antes de sair de casa sobre ele não dei importância, usava também um casaco preto com toca que cobria metade do seu rosto carregava algo em sua mão direita. Com o movimento do comboio passei em frente ao lugar onde estive sentado achei que era o lugar errado pois o senhor que lá estava já não se encontrava talvez tenha ido embora mais foi tão rápido, na carruagem bem acolhedora estava tão quente que fazia até se esquecer do frio que lá fora fazia então decidi escrever sobre aquilo que me chamara a atenção escrevi-o num diário que meu avó me dera, escrevia tudo o que achava interessante pois isso era algo importante para mim não havia muito sobre o que escrever a paisagem quase nunca mudava era sempre branca coberta pelo gelo e chovia não havia muitas pessoas em nossa carruagem mais destacava-se um jovem e uma garota ambos com idade entre os 17 e 19 anos, durante todo a viagem não falavam entre eles nenhuma palavra o jovem com aparência inglesa ficava sempre a olhar para fora como se procura-se alguém ou espera-se alguém, deitei na cadeira e comecei adormecer um senhor toca meu ombro e diz “Com licença o vosso bilhete e o passaporte” lembrei que o tinha posto dentro do passaporte pois era mais fácil de o encontra perguntei porque o passaporte também ele disse “É que a muitos imigrantes a tenta entra no nosso pais ilegalmente” e como é o meu primeiro dia aqui não gostaria que desse alguma coisa errada, não conseguia achar o passaporte nem o bilhete disse a ele lembrei de na hora que esbarrei algo tocar em meu bolso e de tê-lo visto com algo na mão disse que fui roubado ele riu e disse como tinha dito não quero que nada de errado hoje, acompanha-me vou falar com o condutor e você descerá ta bem eu disse, levantei-me e o acompanhei-o caminhamos por toda a carruagem e passamos por perto deles e vi a garota carregava um emblema com a bandeira da Espanha olhou para mim e deu um sorriso bem discreto quase não se percebia e seu acompanha-te não parava de olhar para fora e reparei que era o mesmo jovem que eu tinha visto na janela olhando para o tecto da estação. Pediram para que eu descesse antes perguntei para onde ficava a estação disse para seguir em frente a estrada de terra que corria junto aos trilhos do comboio.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os Primeiros raios do Sol

O primeiro raio do sol queima meu rosto acabado de chegar de uma noite acordado

Hoje o dia amanheceu mais chuvoso que normalmente e as gaivotas não deram os seus saldos de bom dia

Os invernos nos portos são sempre assim não há sol nas manhas

E da tristeza pois vivem com tempos chuvosos saio para a encosta do mar, lá atiro pedras e fico pensando no que acontece lá do outro lado

Fico esperando alguma garrafa vir do mar para saudar alguém que nunca verá mesmo apesar de saber que isso é apenas um sonho no qual fico a espera que aconteça



Eduardo Zidu de Oliveira

sexta-feira, 2 de abril de 2010

E caminha sem olha para cima



Preste atenção porque tenho um sonho para contra
Sobre uma pequenas garotas que não sabe como existi, e sonha com um príncipe
Então com o tempo ela passou a acreditar que o mundo que existe ao seus pés apenas não existe e tudo é um sonho
Durante todo o verão correndo na areia da praia ela se esquecia do mundo e que as pessoas ao seu redor eram apenas meras civilizações criada pela sua cabeça
Caminhava sem olha para cima
Ei eu agora sei porque ela nunca me aceitava, nem porque ela não celebrava os aniversario
Por que celebra todo tempo era uma loucura
Então peço por favor
Acorde ou durma comigo esqueça os aniversários celebrados
Durma e esqueça de tudo vamos caminha nas areias da praia com ela
Nada é por um acaso você pode controla tudo como a garota, você pode criar sua própria civilização
Esqueça a escola e o trabalho é tudo irreal
O espaço que você cria pode se torna letal e sem fronteiras com pontas agudas e pessoas a atrapalhar
Mas não se esqueça de junta tudo e ir para longe daqui
Quando o sonho acabou a criança estava perdida em meio da população levando com culpas do que os outros fizeram
Responda agora, ainda queres acordar
Crie seu próprio mundo e durma como uma criança
E Continue caminhado na areia da praia
Foi apenas um sonho
Um sonho
Não quero acorda para a realidade
Preste atenção no espaço que você cria pois o mundo nunca será como a gente quer
Nada será como a gente quer

Preste atenção que irei conta uma história sobre uma criação
Uma pequena garota que criou um mundo perfeito para ela
Em toda data do ano celebrava o seu aniversário
Uma pequena garota que não sabe se existe um príncipe encantado
E nem por isso começou a chora
Ela não precisou
Com O tempo ela passou a acreditar no mundo existe em seus pés e que não e tudo um sonho
Mais durante todo o Verão ela ainda vem ate areia da praia para se esquecer do mundo e das pessoas ao seu redor
E caminha sem olha para cima

autor: Eduardo Zidu de Oliveira

A biblia de Sebastian Shane 005: O último pivô de Alexandre 1ª parte


Alexandre era uma criança muito tranquila e tímida gostava de ficar com seu avo em casa ou ir ao sítio onde seu pai trabalhava como tratador de cavalos, uma criança que estava preste a passar para a fase da adolescência mais nunca tinha dado muita importância para isso até conhecer André. Que vive uma vida conturbada um garoto que veio transferido de uma outra escola e para a mesma rua onde mora Alexandre. André e sua mãe viviam constantemente em discussão pois sua mãe queria que ele fosse um jovem normal mais André gostava de seguir sua vida de acordo com as suas próprias regras, mais André não aceitava o fato de sua mãe ter se separado de seu pai e eles terem que viver trocando de lugares para morar sempre.

Seis da manha Alexandre acorda ira se atrasar para a escola hoje é o seu primeiro dia de aula você não quer se atrasar pois não, tome o café, bom dia mãe como vai não quero comer estou com uma dor de dente não consigo comer nada, olho para a janela e vejo que temos vizinhos novos como são não sei bem, mãe vou indo passarei por ali para ver como são adeus avo até mais tarde. Sai pela porta e vi as mudanças não traziam muitas coisas apenas algumas caixas pareciam que ficariam só por alguns meses ou alguns dias achei estranho, um jovem sentado na escada com um ar desses punks sentado na escada não para de me olhar com um olhar que até dava frio na espinha não conseguia para de olhar era como se fura-se minha pele e entrasse em minha alma nunca tinha visto por aqui alguém assim ouvi o barulho do autocarro chegando e passando por mim aquele som me despertou tive de correr para poder alcançá-lo mais não deu perdi-o então tive de andar até chegar a escola atrasado logo no primeiro dia não é bom. Logo na entrada me deparei com dois grandalhões que me disseram.
Ei novato você esta atrasado não esta?
Estou sim e vocês não estão
Estamos mais aqui para os novatos a uma regra que se chegarem atrasado no primeiro dia devem pagar uma multa você tem que pagar
E é quando essa multa
Depende quanto você tem ai com você
Entretanto então quanto eles falavam o avistei novamente aquele cara com um ar diferente a passar pela gente, eles perguntaram ei novato estranho espera ai não é assim chega aqui e vai entrando você tem que pagar a multa por chegar atrasado, ele não deu nenhum interesse continuou a ouvir musica e seguir o seu rumo, pode ir tratamos de você mais tarde ouviu fica esperto fiquei com mais medo daquele garoto que dos dois que queriam me bater e tu pequeno já ouviu encontraremos nos mais tarde e você vai ter de nos pagar, não esperava então um deles num movimento rápido deu-me um soco na barriga na hora não conseguia respirar nem me mover fique inconsciente e sem reacção, fui até a porta da sala sem conseguir respirar me recuperei e perguntei se podia entrar quando entrei o vi lá no fundo da sala ele sentado e o único lugar vago para sentar era ao seu lado “muito bem é interessante os dois novos sentarem junto é muito interessante não acham”.
Durante toda a aula não falamos nada eu estava intrigado com ele, nunca ninguém daquele tipo terá aparecido, já até tinha me esquecido do incidente de hoje de manha mais quando o sinal tocou para saímos lembrei imediatamente deles ainda mais quando os avistei do lado de fora da janela pensei rápido em fugir para um lugar onde ninguém iria me ver. Quando cheguei não havia ninguém estou salvo aqui ninguém me verá poderei ficar tranquilo.
Foi então que ouvi uma voz que disse “você esta se escondendo ou me seguindo?” me assustei com a voz não esperava ele estava muito quieto como consegui quase dez minutos sem nem ou menos respirar, não estou te seguindo só quis vim aqui para ficar sozinho e tu o que fases aqui “eu só queria ficar sozinho” meu nome é Alexandre e o seu é André estou certo? Lembrei do nome pois alguém na sala de aula o tinha dito então ouvi e guardei o nome dele na memoria, não quis responder a pergunta mais também não deu tempo aqueles dois grandalhões apareceram. Que lindo os dois novatos namorando então já tem o meu dinheiro, não ainda não tenho que pena teremos que o bater agora e tu não saia dai que já falamos com você tudo bem. Então vieram em minha direcção pensei em muitas formas de me livra mais seria de todas as formas eles me pegariam era só esperar e ver como eu ficaria no final, fechei os olhos e quando abri os vi ali deitados no chão
o que aconteceu?
quando fechei os olhos André com uma barra de ferro que estava com ele não conseguia se ver pois ele estava no alto e o tecto a tampava desceu do tecto e os acertara com a barra na cabeça
isso explicava o porque da barra ter sangue, então por isso ele perguntou se você o estava a seguir iria te bater com ela essa era a sua ideia
sim acho eu ele me mandara sair conseguia ver em seus olhos uma raiva fluindo fiz o que André disse sai correndo não olhei para traz tive medo. Durante uma semana os dois grandalhões não apareceram ficava pensando se André o matara não o perguntei, passávamos muito tempo juntos não conversávamos ele fez uma regra na qual eu não me meteria na vida dele nem faria perguntas esse era o acorda.
Passei duas semana inteira com dor de dente que estava me matando então disse a minha mãe e na quinta-feira não iria ir para a escola para poder ir até o dentista para retirar o dente que doía então só iria amanha na sexta-feira para a aula, então enquanto dormia alguém entrou no meu quarto pela janela e caminhou até perto de mim e disse acorda era André, conversamos por algum tempo então ele me falou sobre os lugares que tinha morado sobre as pessoas que encontrará reparei que seu olhos estavam vermelhos falava sobre pessoas tão interessantes e principalmente sobre um jovem que conhecerá que o ensinou a querem mais a vida um jovem que gostava de tirar fotos e que seguia a vida procurando por alguém que nunca disse quem era nem como era a pessoa a quem procurava falava também de lugares como se tivesse acontecido algo serio até que decidiu ir para casa não se despediu, sua família vivia em discussão e brigando quase sempre André e sua mãe. Acordei no outro dia sem o pivô que doía agora já posso comer peguei duas maçãs minha mãe disse que alguém deixará um presente para mim não tinha dono coloquei em minha mochila e fui a casa de André para irmos a escola juntos olhei pela janela não havia ninguém e lá dentro os moveis foram todos retirados não sobrara nada apenas papeis e fotos apanhei uma foto na qual André com um jovem e uma garota na qual estavam a sorrir nunca o tinha visto a sorrir será esse a quem André falava, então imaginei que o presente que dera fora André e o abri era um canivete com uma descrição
Qual era essa descrição
Era duas letras S.S guardei-o no bolso. Cheguei na escola atravessei o salão grande da entrada nunca tinha reparado como era bonito o tecto talvez fora o facto da conversa com André que fez com que eu repara-se naquele tecto subi as escadas para ir ao lugar onde ficávamos, durante muito tempo fiquei pensando no que aconteceu com ele
Isso eu me lembro estava a falar com a directora e perguntei sobre você ate então não o conhecia e nem sabia o identifica-lo foi ai que ela apontou para um garoto subindo as escadas era tu e eu segui-o e chamei-o mais não me ouvi-o
Pois devia ter o ouvido enquanto pensava em André foi os dois grandalhões apareceram e disseram então cade o seu namorado temos que prestar contas com ele então foi ai que eu lembrei do presente que ele me deu só que eu tenho que ser rápido para conseguir, como ele tenho que me cuida ele sabia que isso iria acontecer, como o seu amigo não esta aqui você ira apanha pelos dois vieram rápidos para cima de mim consegui me desviar do primeiro mais com um golpe pelas costa fui ao chão então pegaram o canivete “então tem uma arma veio pensando em nos matar é isso para aprender vai ver” senti o frio do ferro entrando em meu estômago não havia dor era só havia um liquido a escorrer pelas minhas mãos comecei a sentir meu corpo cada vez mais frio e longe de mim minhas pernas estavam ficando adormecidas meus braços não se moviam não conseguia falar a voz não saia queria pedir socorro estava a morrer, uma sobra aproxima de mim logo imagine ser André ele voltara para salva-me mais era tarde minha visão cegou-se e ficara tudo escuro não queria morrer comecei a chorar por dentro não consegui me despedir de minha mãe nem cumpri a promessa a meu pai que no sábado iria o visitar

Formas de sentir