terça-feira, 6 de abril de 2010

A biblia de Sebastian Shane 006: Ciao 1ª parte

A Chegada
Deus já nos condenou só temos que seguir com a sentença, viver para o bem ou acabar fortalecendo o mau
Lembro-me bem era 15 de Fevereiro por volta das sete horas da manha chovia muito naquela altura o comboio que partia em direcção a costa acabara de chegara a estação com suas carruagens longas e desgastadas pelo tempo estendia-se a por todo o galpão de embarque muitas pessoas dirigiam-se a direcção do embarque outros que esperavam a muito dorminhão nos bancos frios da estação famílias inteiras reunidas para saldar os jovens que vinham das faculdades com os seus diplomas ou dos campos trazendo lembranças ou noticias boas ou tristes, não havia dormido bem na noite anterior passei a noite a arrumar a mala que levaria para morar com meu pai, cheguei muito cedo a estação não conseguia dormir bem desde a quinta-feira passada quando recebi a carta do meu pai que me convidara para morar durante algum tempo com ele sentei-me num banco da estação ao lado de um senhor, um vento frio circulava por toda a estação hoje é domingo e amanha de manha já estarei chegando na cidade de meu pai e depois terei de apanha a camioneta para a sua casa é tão fácil de chegar não tenho como errar, é uma cidade que nunca tinha visitado ou melhor nunca sequer tinha saído da minha cidade e também era muito raro dormir fora de casa meu avó se preocupava demasiado comigo “As previsões para a Europa são más não são?” disse o senhor ao meu lado, com um ar de tristeza e de como se estivesse se despedindo de alguém olhei na mesma direcção que ele e vi que olhava para um jovem que ficava olhando para o tecto da estação logo pensei que deveria ser o seu filho deve esta indo para a capital estudar muitos fazem isso, e respondi-o com um sinal com a cabeça que sim. Uma voz do alto-falante disse que o comboio já estava preste a partir lembrei de que ainda não havia comprado o bilhete pois quando fui ainda era muito cedo e estava fechado atravessei o salão todo da estação correndo para compra o bilhete conseguir compra o bilhete ao correr de volta para o comboio esbarrei com um jovem que tinha mais ou menos a minha idade pedi-o desculpa senti algo tocar em meu bolso mais na hora não dei importância pois se eu parasse eu perderia o comboio ate que consegui e lentamente com um enorme solavanco o comboio começava avançar. Como tinha passado muito tempo acordado e não dormia bem decidi então tentar dormir um pouco, antes do comboio sair dei mais uma olhada pela janela e vi o jovem com o qual tinha esbarrado usava uma camisa preta com a foto de Kurt Cobain lembrei de ter visto algo na tv antes de sair de casa sobre ele não dei importância, usava também um casaco preto com toca que cobria metade do seu rosto carregava algo em sua mão direita. Com o movimento do comboio passei em frente ao lugar onde estive sentado achei que era o lugar errado pois o senhor que lá estava já não se encontrava talvez tenha ido embora mais foi tão rápido, na carruagem bem acolhedora estava tão quente que fazia até se esquecer do frio que lá fora fazia então decidi escrever sobre aquilo que me chamara a atenção escrevi-o num diário que meu avó me dera, escrevia tudo o que achava interessante pois isso era algo importante para mim não havia muito sobre o que escrever a paisagem quase nunca mudava era sempre branca coberta pelo gelo e chovia não havia muitas pessoas em nossa carruagem mais destacava-se um jovem e uma garota ambos com idade entre os 17 e 19 anos, durante todo a viagem não falavam entre eles nenhuma palavra o jovem com aparência inglesa ficava sempre a olhar para fora como se procura-se alguém ou espera-se alguém, deitei na cadeira e comecei adormecer um senhor toca meu ombro e diz “Com licença o vosso bilhete e o passaporte” lembrei que o tinha posto dentro do passaporte pois era mais fácil de o encontra perguntei porque o passaporte também ele disse “É que a muitos imigrantes a tenta entra no nosso pais ilegalmente” e como é o meu primeiro dia aqui não gostaria que desse alguma coisa errada, não conseguia achar o passaporte nem o bilhete disse a ele lembrei de na hora que esbarrei algo tocar em meu bolso e de tê-lo visto com algo na mão disse que fui roubado ele riu e disse como tinha dito não quero que nada de errado hoje, acompanha-me vou falar com o condutor e você descerá ta bem eu disse, levantei-me e o acompanhei-o caminhamos por toda a carruagem e passamos por perto deles e vi a garota carregava um emblema com a bandeira da Espanha olhou para mim e deu um sorriso bem discreto quase não se percebia e seu acompanha-te não parava de olhar para fora e reparei que era o mesmo jovem que eu tinha visto na janela olhando para o tecto da estação. Pediram para que eu descesse antes perguntei para onde ficava a estação disse para seguir em frente a estrada de terra que corria junto aos trilhos do comboio.

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