quarta-feira, 16 de junho de 2010

Que seja!


Seja da primavera ou do luar frio
Seja do recanto timido de um girassol
Seja do que for...
Que seja do amor
Que seja do ódio
Que faz sentir o gosto
Que gosto este que dispersa a mente
Flui da boca ardente o mistério que não se note

Que seja do som deste silencio
Que seja da borboleta que atropela o vento
Que seja as palavras escritas as dizerem

Que seja o gosto do vento que sopra no ouvido Trazendo o medo de gostar
Que seja uma forma de dizer
Que as asas das borboletas nao dizer tudo
E que tudo não diz o que queremos que seja

Que seja das palpitações adocicadas
Seja do suor que treme as mãos tão frias
Que seja dor
Que seja o calor do gelo a tocar uma das peles
Que se for que seja rapido
Tão rápido que eu me perca me desloque

Que neste toque eu derreta, derreta calma e serena.

Plena incerteza de insegurança
Alma triste que a si mesmo desconheça
Que desconhece essa pessoa do espelho
E esses dentes amarelos
Que seja da aparência escassa
Que seja do cabelo mal cuidado, do sorriso falso.
Que seja desta pele morena
Que seja da pele salgada
Que seja apenas por gostar de alguém
E que esse alguém seja tu

Dos passos largos que se distancia o medo
Que seja do desejo ausente
Que seja da mente doente
Que seja um recomeço
Um recomeço contente
Que seja da primavera ou no luar frio
Que seja algo de especial
Que seja para sempre
Que seja para mim que seja para voce
Que seja da aparência, do medo ou da felicidade.
Seja do inverno caloroso

Seja do canto de um rouchinol na galha de uma flor
Seja simples, seja como for..
Mas que seja verdadeiro
Que seja!

autor: Eduardo Zidu de Oliveira e Luana Costa

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