sábado, 21 de agosto de 2010

Belo Homem

Incrível
olhar o sol e ter o desejo de o sentir mais perto
tão perto que sufoca a ansiedade, incontrolável e insatisfeita.

Incrível
conhecer a semelhante emoção de um desejo simples e mesmo do outro lado
do mar um sonho distante.
Vejo além no mais alto morro aquele homem.

Ele vê além da fronteira que a realidade lhe propõe,
além da súbita indiferença que o mundo lhe causa,
num risco medíocre de um ser humano.
Busca na sede de amar o que mesmo sua mente nega admitir,
uma esperança perdida que lhe bate a porta e ele olha ao lado, indiferente.

Belo homem de mente sensata, de poucas medidas,
conversas exactas que exala no meu ouvido como melodia de verdade.
Som de um silêncio, de um querer tão igual.
Vejo além do mais longo caminho aquele homem.
Ele anda pelas pedras que cercam teus passos,
desvia do golpe de pessimismo e
colhe nos campos as ideias que lhe agradam.
Segue pelo sangue quente que lhe altera o juizo e frio pela decepção da alma,
tão leve o corpo que ocupa com um pensar pesado de tristezas, tão inúteis.
Fútil, porém,
aquela saudade que lhe tira o ar e espalha tua bondade como um mato
pisado.

Belo homem que encontrei, perdido e confuso.
Porém tão certo e decidido.
Desconhecido homem que contém a essência de poucos seres humanos.
Além do mar fica no peito o carinho, incondicional.
Fica na saudade que nunca foi deixada, no beijo que nunca foi dado, no olhar que nunca foi visto e ao mesmo tempo plantado no coração os ingredientes de um sentimento bonito e puro

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