Ela surge num ápice de nostalgia
num dia cinzento,chuva fria molhando os pés
solta o guarda-chuva na berma da estrada, indispensável
Olha o céu de olhos fechados
Num abraço solitário, num espaço vazio
suga a força das gostas que picam a pele
Um som distante, um reflexo
quando vira o rosto ao se ver no meio da estrada
deitada e sem vida
A poça refresca os cabelos espalhados a volta, desordenados
ali quieta, num sossego merecido, de alívio tardio
Não se vê além da água a cobrir-lhe o rosto
Ela se dirige a melodia que ocupa os pensamentos
distante do chão que a suporta
distante do peso que lhe pousava aos ombros
Longe, simplesmente, de tudo.
Apenas o corpo deixado a sujeira que a correnteza trazia
Quantas pessoas existem no mundo? Isso seria uma resposta que ninguém gostaria de dar. Cada uma delas a viver suas vidas e nenhuma delas se preocupa com o que acontece com as outras que ficam longe de onde seus olhos enxergam eu pensava exactamente assim mais algo aconteceu comigo nesses últimos 3 meses e não sabia oque isso influenciaria nas pessoas que meus olhos não enxergam. Cada um em sua vida mais foram ligadas por apenas um sentimento o desejo o de encontra uma forma de ser feliz
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Boca do Inferno
Com o apelido dado de boca do inferno
Que nas fendas abertas pela natureza os pássaros fazem seus ninhos
As lendas e os mitos repousam em suas paredes de pedras
Que travam uma guerra particular contra o tempo e as ondas do Mar
Eduardo Zidu de Oliveira
Que nas fendas abertas pela natureza os pássaros fazem seus ninhos
As lendas e os mitos repousam em suas paredes de pedras
Que travam uma guerra particular contra o tempo e as ondas do Mar
Eduardo Zidu de Oliveira
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Antes havia
Os seus 18 anos não me deixam ver o que ela esconde atrás daqueles quadros
Eu vejo ela todo dia como se fosse na TV
Nem para mim ela olhou mas sei que algo começou
Cheguei para ela e com frio disse olá
Com muito medo ela se afastou
Mais o jogo contínua
Do fundo do onibus eu vi ela olhando para trás e sorrindo
Durante muito tempo foi assim que conversamos
O tempo passou
Os dias se foram
As aulas chegaram ao fim
Dos quadros pintados restam saudades
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A biblia de Sebastian Shane 010: Sebastian Enrique “Shane”
Sebastian Enrique “Shane”
Era tudo para ser uma viajem de três dias mais a viajem nunca chegou ao fim.

Ele nunca gostou de partilhar sentimentos uma das frases que sempre diziam era “que sentimentos não se tem, não se mostram não se ganham, você é que tem que descobri em alguém”pensava isso porque sempre que alguém iria falar com ele imaginava aquelas palavras vindo ao contrário. O que mais me chamou atenção foi o facto de ele nunca responder perguntas do género “de onde você vem, onde você vai ou qual é o seu nome” da mesma forma que não pensava em fazer tal pergunta. Sempre com um ar tipicamente frio e ao mesmo tempo tranquilo e calmo, costumava responder sempre “de onde venho não importa já passou, para onde vou não decido apenas sigo e nomes são coisas particulares e que não se vale apenas ficar ocupando espaço na memória” pois como ele tinha UMA FORMA ESPECIAL de pensar que era “as pessoas entram e saem das nossas vidas por algum motivo e se fosse para saber os nomes nós não precisaríamos perguntar, já o saberíamos.
Mia sempre esteve ao seu lado desde quando o conheceu ela dizia que nem sempre Sebastian estava em sintonia ficava parado enfrente a janela esperando o sol nascer, por mais frio que estivesse o inverno na Inglaterra, ele acordava cedo e ficava a espera do primeiro raio do sol nunca disse o porque. Ele servia dois copos de café um para ele e o outro para o sol talvez. Uma vez ate acordei e reparei que ele não estava na janela, fiquei preocupada e corri ate a janela e em um banco de cimento perto do rio ele estava sentado, como ele mesmo me ensinou não fazia pergunta. Neste dias ele veio e disse-me “ele não apareceu hoje" e também já não disse nada passei muito tempo o observando todas as manhas para saber o que ele se referia.

Sebastian tinha apenas 17 anos quando recebeu uma carta de seu pai que tinha acabado de voltar dos campos, convidando-o para que fosse o visitar como eles tinha se separado e já havia construído outra família, Sebastian ao ler a carta sai correndo para a estação de comboio para contar a pessoa que ele mais gostava pois a algum tempo tiveram um caso mais ele ainda guardava os sentimentos muitos fortes, ela acabara de chegar pois tinha ido passar algum tempo na casa de sua avó. Sebastian ficou tão emocionado para poder contar a novidade mais ela entrou no carro e saiu sem nem ao menos olhar para traz, com o passar do tempo foram deixando de se falarem ate que um dias nem “olá” ela o respondeu. Ate que antes do final do ano ela deixou uma carta para Sebastian dizendo que iria se mudar e que não era para ele ir atrás dela mais que ele continua-se a viver a sua vida a notícia foi de certa forma tão forte que fez com que Sebastian fosse levado para o hospital, no hospital foi descoberto que Sebastian tivera uma doença muito rara em seu coração que ele poderia parar de bater a qualquer hora.
Passando quase um ano ele decidiu aceitar o convite que seu pais fizera antes, seguiu para a estação de trem leu um cartas que dizia em baixo em meio as ferrugens e marcas de lama que dizia “O clima para a Europa não são dos melhores, hoje o dia chora em tom de negro um liquido branco e frio a espera do sol” era a mesma fraze que meu avó me dizia sempre durante toda a viajem ficava observando a neve a cair.
Era tudo para ser uma viajem de três dias mais a viajem nunca chegou ao fim.

Ele nunca gostou de partilhar sentimentos uma das frases que sempre diziam era “que sentimentos não se tem, não se mostram não se ganham, você é que tem que descobri em alguém”pensava isso porque sempre que alguém iria falar com ele imaginava aquelas palavras vindo ao contrário. O que mais me chamou atenção foi o facto de ele nunca responder perguntas do género “de onde você vem, onde você vai ou qual é o seu nome” da mesma forma que não pensava em fazer tal pergunta. Sempre com um ar tipicamente frio e ao mesmo tempo tranquilo e calmo, costumava responder sempre “de onde venho não importa já passou, para onde vou não decido apenas sigo e nomes são coisas particulares e que não se vale apenas ficar ocupando espaço na memória” pois como ele tinha UMA FORMA ESPECIAL de pensar que era “as pessoas entram e saem das nossas vidas por algum motivo e se fosse para saber os nomes nós não precisaríamos perguntar, já o saberíamos.
Mia sempre esteve ao seu lado desde quando o conheceu ela dizia que nem sempre Sebastian estava em sintonia ficava parado enfrente a janela esperando o sol nascer, por mais frio que estivesse o inverno na Inglaterra, ele acordava cedo e ficava a espera do primeiro raio do sol nunca disse o porque. Ele servia dois copos de café um para ele e o outro para o sol talvez. Uma vez ate acordei e reparei que ele não estava na janela, fiquei preocupada e corri ate a janela e em um banco de cimento perto do rio ele estava sentado, como ele mesmo me ensinou não fazia pergunta. Neste dias ele veio e disse-me “ele não apareceu hoje" e também já não disse nada passei muito tempo o observando todas as manhas para saber o que ele se referia.

Sebastian tinha apenas 17 anos quando recebeu uma carta de seu pai que tinha acabado de voltar dos campos, convidando-o para que fosse o visitar como eles tinha se separado e já havia construído outra família, Sebastian ao ler a carta sai correndo para a estação de comboio para contar a pessoa que ele mais gostava pois a algum tempo tiveram um caso mais ele ainda guardava os sentimentos muitos fortes, ela acabara de chegar pois tinha ido passar algum tempo na casa de sua avó. Sebastian ficou tão emocionado para poder contar a novidade mais ela entrou no carro e saiu sem nem ao menos olhar para traz, com o passar do tempo foram deixando de se falarem ate que um dias nem “olá” ela o respondeu. Ate que antes do final do ano ela deixou uma carta para Sebastian dizendo que iria se mudar e que não era para ele ir atrás dela mais que ele continua-se a viver a sua vida a notícia foi de certa forma tão forte que fez com que Sebastian fosse levado para o hospital, no hospital foi descoberto que Sebastian tivera uma doença muito rara em seu coração que ele poderia parar de bater a qualquer hora.
Passando quase um ano ele decidiu aceitar o convite que seu pais fizera antes, seguiu para a estação de trem leu um cartas que dizia em baixo em meio as ferrugens e marcas de lama que dizia “O clima para a Europa não são dos melhores, hoje o dia chora em tom de negro um liquido branco e frio a espera do sol” era a mesma fraze que meu avó me dizia sempre durante toda a viajem ficava observando a neve a cair.
domingo, 10 de outubro de 2010
SORRIA
SORRIA
É sagrado
Sempre
Partilhar
É Felicidade
Como oração
Do fundo da alma
Doar
De coração..
O Carinho
Atenção
Faz
União
Sem regras
Acalenta
Alimenta
Satisfaz!
E pra voce
Em nuances
Desenho
Escrevo
Envio
Gotas pura
A aspergir
Teus ares
Felicidade!
Nacarado
Na estrela
Sem nome
Clareando
Vejo
Teu nome
Protagonista
Afinal
Um filme
Contigo
Nesse gesto
]"Faça agora"
Um sorriso?
Pode ser...
Teu sorriso
Gravando..
Seja felíz
Sorria,Sorria
Sem corte sem fim..
LUASPECIAL.
"TENHA UM DOMINGO DE PAZ"
É sagrado
Sempre
Partilhar
É Felicidade
Como oração
Do fundo da alma
Doar
De coração..
O Carinho
Atenção
Faz
União
Sem regras
Acalenta
Alimenta
Satisfaz!
E pra voce
Em nuances
Desenho
Escrevo
Envio
Gotas pura
A aspergir
Teus ares
Felicidade!
Nacarado
Na estrela
Sem nome
Clareando
Vejo
Teu nome
Protagonista
Afinal
Um filme
Contigo
Nesse gesto
]"Faça agora"
Um sorriso?
Pode ser...
Teu sorriso
Gravando..
Seja felíz
Sorria,Sorria
Sem corte sem fim..
LUASPECIAL.
"TENHA UM DOMINGO DE PAZ"
domingo, 3 de outubro de 2010
A vida em poços de água

estive tão longe de ti
que não pensei sequer lembrar o teu nome
percorri distâncias escuras, estradas imóveis
onde circulava o peso sem cor do esquecimento
e se curvavam as pedras à boca do destino
vezes houve em que dormi sem estrelas
num vazio de astros que me congelava as veias
e me amortecia a vida em poços de água
que a vida não podia tocar - rondavam os lobos
e contava os dias, riscando a minha loucura
nas folhas secas do caminho, escondendo a réstia de sonho
entre as raízes ainda vibrantes das árvores rugosas
conhecia por vezes o movimento quase imperceptível
das grandes estações internas, o estalar da seiva,
o tambor duro onde vinha cantar a melancolia
a solidão assustava-me, queimava-me a pele
no vermelhíssimo lume das mãos dos mortos
quero dizer-te que não mais vi ternura
que os meus pés ganharam idade a um ritmo
que não pude conter, acompanhar, escrever-te
sim, fiz-me não te escrever
para que o meu corpo não ouvisse o vento
e as ondas fossem quebrar ao centro dos oceanos
para que uma palavra não pousasse no teu rosto
e levasse a luz dos teus olhos e a vida nos teus lábios
arranquei de mim a morada que eras tu
desisti dos pássaros, afundei barcos, lâminas,
apaguei o calor dos porões como se uma vela
pudesse perigosamente insistir na permanência
desse mundo que era a minha voz, éramos nós
éramos nós, choro
sinto no enrolar dos dedos o ínfimo do teu nome
a abertura impossível de uma janela de avelãs
as avelãs que nos escutavam (lembras-te?)
enquanto lá fora, fora de tudo, a neve
se abatia sobre o dorso antigo das nossas mães
sobre a dor vencida no embalo dos bebés
estive tão longe de ti
mas deixa que agora te nomeie entre as nuvens
e traga para dentro de mim a pintura das tuas pálpebras
o aroma que era o teu corpo nas manhãs a dois
deixa que venha morrer junto de ti
no ventre do amor que prometemos ao infinito
Vasco Gato
Extinto Diário
[...]
Desta vez foi diferente. Respeitamo-nos, como há muito não sabíamos mais como fazer. Parecíamos ter regressado a algum ponto inexpressivo do passado, onde os fatos ainda faziam sentido. Mas, à medida que nos desenrolamos em palavras alçadas, percebemos que o passado já não se fazia presente, e, que nós, ali, frente a frente, éramos muito mais do que aqueles dois antigos, e, agora, extintos personagens. Não posso negar de minha surpresa. Mas, devo reservar créditos a nossa maturidade, que prevaleceu em todas as suas virtudes, daquela nossa boa hora
[...]
Desta vez foi diferente. Respeitamo-nos, como há muito não sabíamos mais como fazer. Parecíamos ter regressado a algum ponto inexpressivo do passado, onde os fatos ainda faziam sentido. Mas, à medida que nos desenrolamos em palavras alçadas, percebemos que o passado já não se fazia presente, e, que nós, ali, frente a frente, éramos muito mais do que aqueles dois antigos, e, agora, extintos personagens. Não posso negar de minha surpresa. Mas, devo reservar créditos a nossa maturidade, que prevaleceu em todas as suas virtudes, daquela nossa boa hora
[...]
Paisagem

O vento está a soprar cada vez mais forte.
Da janela do escritório admiro as árvores em frente que se agitam ferozmente, como que dançando, festejando a chegada do Outono.
O mesmo Outono que pintará de castanho as verdes folhas que as vestem, o mesmo Outono que acabará por as despir…transformando a paisagem que hoje aprecio.
As nuvens também correm ao sabor do vento, a chuva não deve tardar…
O Verão parece despedir-se de vez… não deixa saudades!
Gosto do Outono, também gosto do Inverno, da chuva, do vento, dos dias de trovoada…dos temporais.
Vou continuar aqui a olhar o rodopiar do vento…
Sozinho…
Em silêncio…
Meditando...
No silêncio dos meus sentidos!
Gaybriel
AMOR,QUANTOS CAMINHOS ATÉ CHEGAR A UM BEIJO
AMOR,QUANTOS CAMINHOS ATÉ CHEGAR A UM BEIJO
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.
.
Pablo Neruda
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.
.
Pablo Neruda
Assinar:
Comentários (Atom)
