É tão fácil acordar uma pessoa, difícil seria despertar uma mente afectada acredita que foi tudo um sonho. É difícil pois as marcas ainda estão lá nas paredes rachadas nos quadros partidos na água no chão no espelho que já não fala, na casa que se quietou. A luz da rua que atravessa a cortina de tecido fino fazem clarear o chão a rosa perto da janela ficaram amarelas e caíram pelo chão.
Não sei se um barco que vai para o mar consegue levar toda a esperança.
Olhando aquela madeira solta do chão me lembro dos dias frios no inverno da Inglaterra, nós dois deitados apenas com o calor do corpo a nos aquecer, o relógio já não sabe que horas marcar queria que fosse ontem que ele marca-se a hora de ontem
Eduardo Zidu de Oliveira
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