
O dia se faz e se desfaz, noite que clareia o dia
Toda jardineira quer água, toda terra quer mãos
As mãos se beijam. É uma ponte sem cimento e aço
Ponte dos amantes, dos enamorados.
Travessia com cheiro de chuva, com cheiro de arte!
Mãos tem cheiro de timidez, tem gosto de sinceridade! Sente?
Há músicas no palco, há músicas no palco, há sons em mim!
Toda lágrima se faz sem pedir, nasce, escorre, faz riacho...
Existe Mulheres dentro de mim, eu sei, eu sei, há Mulheres!
Meio Francisco, meio Buarque, longe de mim, perto de todos
Flores na ponta dos dedos, doce nos lábios, unhas que se pintam
O que escondem? Pintei o corpo com vermelho amor
Desbotou! Não tem problema, não tem problema
Toda chuva levou o que a segunda tinta iluminará!
Cores lá, cores que vejo, cores que sinto, cores que não esqueço
Lembranças são fotos, são fotos. Fotos daquilo que foi sentido!
Lembrar é ser álbum sem capa, lembrar é viver o que não há, há!
Ontem, me lembrei da lua. Quanto tempo! Quanto tempo...
Me voltei para ela, suspirei o frio da noite, meu corpo se fez cheio
Senti saudades de cervejas e amigas rindo, cadê?
Minhas palavras tentam dizer o que calo, o que digo para dentro
Eu sou mudo, sentimentos não falam, sentimentos tem suor
Sentimentos tem suor, sentimentos são gritos, sentimentos!
Ah, os sentimentos! Eu sou mar, poucas me sentiram
Poucas conseguem prender a respiração por muito tempo, sou profundo!
Há mistérios em meu chão de areia, há pétalas em minhas ondas
Sou mar, eu vou, volto, leve, intenso, mas sempre mar!
Danilo Roberto Almeida Alves
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