terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como os gigantes 2

Os ursos n sabem dizer eu te amo

Dizem que os ursos não possuem corações é mentira pois possuem sentimento mais não os de mostram
De um coração de pedra e frio como o gelo nascem sentimentos difíceis de explicar
Dois sentimentos
Um frágil que se suprime ao mais forte
De um corpo rígido flui um órgão frágil
Mesmo um corpo coberto de pelo existe um pele intocável
Onde as palavras mais lindas não podem chegar
Um sentimento sempre dizendo para não espera por ele
Vá agora, não espere ele dizer eu te amo
Não vamos ser ursos pois nossas peles não são tão fortes e nossos sentimentos estão sempre em confrontos

Eduardo Zidu de Oliveira




quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ah pois é...

Sofia no país das maravilhas
As viajens e aventuras deste meu mundinho rosa!! 

Se há coisa que eu detesto é aquelas pessoas que enquanto não têm ninguém falam e falam das suas vidas e querem sair contigo e tudo e tudo, e depois quando arranjam alguém acabou.

Deixas de ter direito a saber o que quer que seja da sua vida, o que faz, o que fez, o que vai fazer, ZERO, porque agora já tem outra pessoa com quem conversar.

Tu inocentemente continuas a falar da tua vida, como sempre fizeste, até ao dia em que ficas "pendurada", tipo passar o dia de ano novo completamente sozinha o dia inteiro e ainda estar feita parva a espera que alguém apareça para jantar, e aí podes ter uma de duas decisões: ou continuas a falar da tua vida como se nada fosse, ou simplesmente pagas na mesma moeda...

Claro está que a escolha foi a segunda opção! E com ela instalam-se "silêncios incómodos", respostas de SIM e NÃO, e também MAS PORQUÊ?! (quando me começo a irritar com tanta pergunta) isto porque não percebem que ok, se excluem as pessoas das suas vidas acabam também por ser excluidas.... AH e tal mas temos de ser adultos e falar abertamente sobre tudo.....yeah right, cai nessa uma vez, mas não me apanhas lá uma segunda...

Sou fria, sou! Sou vingativa, sou! Sou rancorosa, sim! Mas já aprendi que os outros estão sempre prontos para o serem connosco também portanto....... "quem não mata morre", azar!

Sonhos Verdes - Detonautas Roque Clube

Sonhos Verdes
Detonautas Roque Clube

Tenho sonhos verdes
Acho que vão nos ver de novo aqui
Temos que acreditar
Que realmente algo mudou
Mesmo que seja dentro de nós


Sempre que nós estamos juntos
É você quem liberta o mal de mim


Penso em dias perfeitos
Quero te ver de novo aqui
Temos que acreditar
Que realmente algo mudou
Mesmo que seja dentro de nós

Sempre que nós estamos juntos
É você quem liberta o mal de mim


Sinto que a terra girou ao meu redor
Sinto que estamos mais longe da razão
Sinto uma saudade do que não me aconteceu
Sinto os teus instintos tão fortes quanto os meus


Sempre que nós estamos juntos
É você quem liberta o mal de mim

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

E assim de repente já é 2ª feira outra vez...


Saber Andar


Quando te conheci

Não queria nem andar junto

Mais passou alguns dias e eu achei que deveria correr com você

Mais quando você vivia falando em dar um tempo e tal

Eu queria só era para e voltar atrás antes mesmo de aprender a andar

Eduardo Zidu de Oliveira




terça-feira, 16 de novembro de 2010

LONGA ESPERA

.
Longa espera
Noites e dias com a ansiedade
A cada momento
Me devorar...
.
Um aperto no peito
Um sorriso sem jeito
Uma doce saudade
Meu peito invade...
.
Olho a lua e vejo teu rosto
Alço minha mão para te tocar
Mas é em vão,
Não consigo alcançar...
.
Vejo o sereno caindo
Como gotas de prata
As folhas das arvores enfeitar
Estou só, e continuo a te esperar...
.
Ao longe ouço o piar dos pássaros
As águas do riacho a rolar
Vejo o reflexo da lua
Nas águas calmas se banhar
.
Tudo isso traz você de volta
Pois eu estou a lhe aguardar
Com o mesmo sorriso nos lábios
A mesma saudade no olhar...

Dibruck

sábado, 13 de novembro de 2010

Um telefonema, Uma chamada

Essa noite fiz um telefonema, Liguei para uma pessoa que nunca vi
Nunca tive
Um sorriso
Nunca tive um toque
Essa noite tive uma esperança uma esperança de futuro
Nessa noite ouvi uma voz
Uma voz diferente, meio rouca
Uma pessoa que diz meu amor
Uma voz que diz meu amor para sempre
Um algo para dizer
Que hoje a noite faz 12 graus
E que na rua a muitos carros
Que na rua a muito barulhos

Eduardo Zidu de Oliveira

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Para onde eu vou


Para onde eu vou ninguém vai me leva
Para onde eu vou ninguém vai lá esta
Para onde eu vou ninguém vai esperar
Para onde eu vou é onde eu quero esta
Para onde eu vou é a onde ninguém quer esta
Mais sei que vou chegar
Para onde eu vou ninguém quer lá esta mais eu vou te leva
No alto das nuvens
No alto dos carros
É onde eu quero esta
E ao seu lado pela janela vamos fugir
E as nossas vidas vamos seguir
Seguir correndo por cima dos carros por cima das nuvens
E ao seu lado sei que vou chegar
Por que esse é o meu lugar

Eduardo Zidu de Oliveira

Desejo depressivo

Estou com Mariane ao telefone
e diz-me que a chamada dele está em espera
Palpita-me a curiosidade, a inveja, o ciúme.
Pois a mim pouco me liga ou quase nunca.

Ansiedade me rouba o fôlego, quase não respiro
Mando ou não uma mensagem?
Passo ou não pelo meu orgulho bobo?
Tenho saudades dele
Tenho saudades de como eu era quando estava com ele

Mas lá se vai o tempo que ele me "amou"
Foi tão súbito e cicatrizante, mas hoje vejo que foi só em mim

Desligo a TV que me tira do sério
Desinteressa de tudo.
Saio da sala e dirijo-me ao chão do banheiro
E ali choro... por hora e meia.
Forço-me a levar com as lágrimas a dor que padece meu peito

Ridículo, eu sei.
Depressiva, talvez.
Ou simplesmente incompreendida.

Saio dali, apago a luz
Ando levemente no escuro do meu quarto
Deito-me e puxo o cobertor, aquecendo-me de ilusão
Os olhos apreensivos me castigam e penso na paz

Vejo-me numa visão solitária de pulsos cerrados
O sangue deslizando no azulejo do chão a molhar-me a roupa
Carente de alguma atenção, não queria morrer.
Queria ser vista, amada pela pessoa certa
E deixar de magoar as erradas.

O meu corpo cansado impedi-me de realizar o desejo da mente
Imaginar-me a cometer tal erro
Saciava-me, dava-me alguma compreensão, uma certa paz absurda
um alívio sem explicações.

Via-me ali desfalecida, jogada ao chão
Talvez morrer sem ninguém ver.
Via-me a ser carregada, solicitada de um socorro tardio
uma mãe desesperada a chorar por mim
Era a única razão que me fazia arrepender

Logo adormeci nesse sonho louco
Quando acordei já não havia desespero,
apenas o vazio de sempre.
Com uma pergunta:
- Seria eu capaz disso?

Crivos de Sábado



As noites de sábado não seriam as mesmas se elas não me trouxessem a ti. Deitada sobre os lençóis brancos de sede casta, tu te fazes de menina, tentando esconder os teus traços de mulher arisca. Lá fora chovia serenamente, um contraste perfeito do que se podia colher de teu sorriso sutil. Cobria-me os olhos, puxa-me pela cintura. Fazia-me sentar, ali bem perto de ti, para que só de ti eu pudesse respirar. Eras egoísta, e, eu gostava de te sentir assim. Possessiva. Incontrolável. Cravando-me tuas unhas, marcando na pele o que só podia ser teu. Puxa-me a cabeça, querias que te visses. O tempo todo. Agarravas-me pelos cabelos, e, colocavas os meus lábios na altura de teus olhos. Gostavas de vê-los se ressecando aos poucos, enquanto que se embebiam passivamente de ti.



Mas, tu também eras romântica, embora quase nunca demonstrasses isso. Pedias-me que te lesses poesias, apontavas-me estrelas que eu jamais conseguia ver. Brincavas com os dedos em meus cabelos, e, juravas proteger-me com tua vida. Ali, eu sabia não haver posse. Não era isso que motivava tais palavras. Era um amor incondicional, irrevogável, irreversível. Ao menos, era assim que eu me sentia, quando tu te acolhias em meu peito, e, prendias a mão na minha. Juravas me proteger, mas eras tu quem precisavas ser protegida.



Mulher, ou, menina, acho que nunca consegui te entender. Mas, e, tu? Foste tu também capaz de nesses momentos me entender?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Amor? Não Sei

Anseia ela por um amor que espera
o amor que morreu mesmo antes de nascer
Quando me esqueceste? diz ele
Respondi em lágrimas: No momento em que amadureci
Nesta noite desanuviei no ar, fiz-me perecer

Anseia ela que a traição deixe de ser crime
"Espero que seja quando o amor mudar de nome"
Diz-me que já não me quer, diz ele.
olhei-o nos olhos e quase num sussuro esclareci:
- O que quero de ti é um amor que já não podes dar-me
Uma revelação que fez dos meus passos pesados e perdidos

Anseia ela deixar de ser a alma que sonha
"Pois ser mulher é ter de gerir silêncios"
Dê-me uma chance? Insiste quase num desespero fútil
Dei-te tantas, agora apenas tenho uma de tentar ser feliz com outro alguém
Despedi-me no silêncio daqueles olhos, sem reacções
Mas no alívio de soltar-me das correntes de um calor petrificado

O lugar em que temos razão

i was afraid to be alone
now i'm scared thats how i'd like to be

Do lugar em que temos razão
jamais crescerão
flores na primavera.

O lugar em que temos razão
está pisoteado e duro
como um pátio.

Mas dúvidas e amores
escavam o mundo
como uma toupeira, como a lavradura.
E um sussurro será ouvido no lugar
onde houve uma casa
que foi destruída.

Yehuda Amichai

Dias de Fugas Outubro 2010