Estou com Mariane ao telefone
e diz-me que a chamada dele está em espera
Palpita-me a curiosidade, a inveja, o ciúme.
Pois a mim pouco me liga ou quase nunca.
Ansiedade me rouba o fôlego, quase não respiro
Mando ou não uma mensagem?
Passo ou não pelo meu orgulho bobo?
Tenho saudades dele
Tenho saudades de como eu era quando estava com ele
Mas lá se vai o tempo que ele me "amou"
Foi tão súbito e cicatrizante, mas hoje vejo que foi só em mim
Desligo a TV que me tira do sério
Desinteressa de tudo.
Saio da sala e dirijo-me ao chão do banheiro
E ali choro... por hora e meia.
Forço-me a levar com as lágrimas a dor que padece meu peito
Ridículo, eu sei.
Depressiva, talvez.
Ou simplesmente incompreendida.
Saio dali, apago a luz
Ando levemente no escuro do meu quarto
Deito-me e puxo o cobertor, aquecendo-me de ilusão
Os olhos apreensivos me castigam e penso na paz
Vejo-me numa visão solitária de pulsos cerrados
O sangue deslizando no azulejo do chão a molhar-me a roupa
Carente de alguma atenção, não queria morrer.
Queria ser vista, amada pela pessoa certa
E deixar de magoar as erradas.
O meu corpo cansado impedi-me de realizar o desejo da mente
Imaginar-me a cometer tal erro
Saciava-me, dava-me alguma compreensão, uma certa paz absurda
um alívio sem explicações.
Via-me ali desfalecida, jogada ao chão
Talvez morrer sem ninguém ver.
Via-me a ser carregada, solicitada de um socorro tardio
uma mãe desesperada a chorar por mim
Era a única razão que me fazia arrepender
Logo adormeci nesse sonho louco
Quando acordei já não havia desespero,
apenas o vazio de sempre.
Com uma pergunta:
- Seria eu capaz disso?
e diz-me que a chamada dele está em espera
Palpita-me a curiosidade, a inveja, o ciúme.
Pois a mim pouco me liga ou quase nunca.
Ansiedade me rouba o fôlego, quase não respiro
Mando ou não uma mensagem?
Passo ou não pelo meu orgulho bobo?
Tenho saudades dele
Tenho saudades de como eu era quando estava com ele
Mas lá se vai o tempo que ele me "amou"
Foi tão súbito e cicatrizante, mas hoje vejo que foi só em mim
Desligo a TV que me tira do sério
Desinteressa de tudo.
Saio da sala e dirijo-me ao chão do banheiro
E ali choro... por hora e meia.
Forço-me a levar com as lágrimas a dor que padece meu peito
Ridículo, eu sei.
Depressiva, talvez.
Ou simplesmente incompreendida.
Saio dali, apago a luz
Ando levemente no escuro do meu quarto
Deito-me e puxo o cobertor, aquecendo-me de ilusão
Os olhos apreensivos me castigam e penso na paz
Vejo-me numa visão solitária de pulsos cerrados
O sangue deslizando no azulejo do chão a molhar-me a roupa
Carente de alguma atenção, não queria morrer.
Queria ser vista, amada pela pessoa certa
E deixar de magoar as erradas.
O meu corpo cansado impedi-me de realizar o desejo da mente
Imaginar-me a cometer tal erro
Saciava-me, dava-me alguma compreensão, uma certa paz absurda
um alívio sem explicações.
Via-me ali desfalecida, jogada ao chão
Talvez morrer sem ninguém ver.
Via-me a ser carregada, solicitada de um socorro tardio
uma mãe desesperada a chorar por mim
Era a única razão que me fazia arrepender
Logo adormeci nesse sonho louco
Quando acordei já não havia desespero,
apenas o vazio de sempre.
Com uma pergunta:
- Seria eu capaz disso?
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