Meus dedos deslizam rápido sob o teclado molhado. A chuva apenas me dá uma falsa sensação de que aqui não há mais por ti sentimento algum. Afoga um terreno banhado de lágrimas. Como são tolas as ilusões! Prefiro antes as desilusões, que são mais viscerais, e, talvez, por isso, mais reais também.
E de tudo o que ficou, quem me fará esquecer essas feições tão de ti em mim? Este meu jeito de olhar o vazio, como se nele coubesse todas as minhas dúvidas. Havia muitas, e, disso tu bem sabes. Mas, também havia uma certeza única, irrevogável, que me fazia acreditar ser possível amar, e, ser amado, sem que as dores de um pseudo “faz de conta” pudessem me abalar. E esta certeza, eu conseguia colher de todos os teus sentidos, aqui, comigo, e, que talvez por isso, eu ainda consiga ter o que escrever.
E, eu fico por cá pensando se ainda haveríamos de ter um final feliz desta vez.
Sento, e, escrevo