Hoje lembrei-me de quando eu ia para o serviço de trem e as viagens que eu fazia para o trabalho todos os dias. Fora como se fosse um ritual, todos os dias nas mesmas horas e com as mesmas pessoas.
Lembro-me como se fosse hoje de manhã eu entrava na estação 24 passava sempre pela quarta roleta da direita ao fundo pois gostava de olhar os livros que eram vendidos na estação, andava até o terceiro vagão e entrava na primeira porta, dentro dava mais alguns passos passando pela segunda porta e sentando-me perto da terceiro pois ficava mais fácil para que eu desembarca-se. A minha frente um senhor alto de 1,90 de pele escura sentava perto da janela comprimentava-me e se ajeitava para dormi dormia quase a viagem toda. Umas dez pessoas entravam também, até uma bela jovem que sempre entrava pela terceira porta dizia-me "oi hoje está frio não é parece que está mais frio que ontem" e sorria depois sentava eu sabia seu nome e ela o meu.
Após ela se sentar eu trocava para aqueles bancos que ficavam de costa e admirava os muros pichados todos demostravam uma emoção alguns de amor pois se tratavam de declarações, alguns saudades, raivas por mostrarem indignações frustrações. Um poema escrito na paredes que eram desvendados a cerca de uns 70 kmh.
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