Estou deitado na minha cama o sol entra pela janela e ilumina o meu rosto com marcas do choro da noiteQuantas pessoas existem no mundo? Isso seria uma resposta que ninguém gostaria de dar. Cada uma delas a viver suas vidas e nenhuma delas se preocupa com o que acontece com as outras que ficam longe de onde seus olhos enxergam eu pensava exactamente assim mais algo aconteceu comigo nesses últimos 3 meses e não sabia oque isso influenciaria nas pessoas que meus olhos não enxergam. Cada um em sua vida mais foram ligadas por apenas um sentimento o desejo o de encontra uma forma de ser feliz
sábado, 18 de dezembro de 2010
No Horizonte
Estou deitado na minha cama o sol entra pela janela e ilumina o meu rosto com marcas do choro da noitequinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Hibernação
Soneto de Amor
Soneto de Amor
Talvez não ser é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando o meio-dia
como uma flor azul, sem que caminhes
mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
sem essa luz que levas na mão
que talvez outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem rubra da rosa,
sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante, conhecer minha vida,
aragem de roseira, trigo do vento,
e desde então sou porque tu é,
e desde então é, sou e somos
e por amor serei, serás, seremos.
Pablo Neruda
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Texto de 2006
Escrevo poemas em seu rosto na delicadeza de sua pele macia com seu cabelo ao vento esbanjando um perfume d´rosas
nos teus olhos que são como duas pérolas negras rasgando o vidro de meu coração
sábado, 11 de dezembro de 2010
'strange'
Ter sentado na cadeira macia de cor preta e couro leve
e tocar as teclas citando toda minha tristeza de ainda não te conhecer
Toda desesperança de não te encontrar, de partir sem te sentir
a minha solidão busca a tua companhia, te procura no luar e nas estradas vazias
Tenta te encontrar no silêncio e no aconchego da cama quente, mas você não está lá
Sonhei tantas vezes com um homem, cuja compreensão intacta
Deu-me carinho em noites vagas, amor e atenção de um corpo sem face
Me sinto tão completa quando penso em nós, se ao menos eu soubesse quem é você.
Homenagens a minha mãe / Em nome da minha mãe 13/08/2008
Bendita sois vóis entre as mulheres
E Bendito é o Fruto do vosso ventre, Jesus
Santa Maria Mãe de Deus,
Rogai por nós os pecadores
Agora e na hora de nossa morte. Amém
sei que não sou um filho exemplar
sei que também não sou o melhor filho
sei que aparentoo ser frio isso não nego
sei que não mostro muito meus sentimentos
sei que não aparento ser carinhoso
gentil
sensível...
mais sou preocupado.
me preocupo com a senhora todas as noites
imagino como você esta e onde deve estar
sozinha
acompanhada ou ate mal acompanhada
sou atencioso isso não nego
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Depois Que Você Disse . . .
concordamos em nos afastar
eu busquei um caminho diferente e mais longe de ti e tu também
mas eu a amava e você também e isso vai ser eterno foi o que ficou escrito em nós
vamos segure na minha mão e acompanhe-me
brigamos muito mais você sabe como eu penso e eu também sei como você pensa
teus pais não aprovam e meus amigos também não
mais nessa noite combinamos nossos defeitos ...
A Dois Passos da Argentina
andei ate aqui só pra dizer que não aguento mais quando você parti
mais de um quarto de mim partira junto
estou tentando ser forte e não chora, mais não da a cada dia fica mais difícil de aceita
minha casa estava tão cheia de pessoas queridas mais agora só resta dois e provavelmente um minha alma estava tão protegida da tristeza eu largaria minha família
largaria tudo por você
quando sai achei uma escada com tanto brilho e limpa com uma corda antiga e cheia de pó
não queria subi mais a vida nos arrasta para ela com tanta força que ao se agarrar os dedos parte-se
e os corpos ficam leveis como os cristais de neves que caem no inverno
no começo dessa escada achei que me apoiando na corda bastava, mais aos poucos as forças acabaram e então vi que a cada degrau que subia as pessoas que mais gosto estavam junto degrau por degrau
porem cada pessoa tem sua própria escada e por sua vez foram ficando para traz a cada passo mais seu incentivos junto com as cordas me fizeram seguir.
e com o tempo os incentivos param por isso não peço para você ficar quero que vá igual aos outros e as pedras que ficaram no caminho
peço apenas para que não me deixe de lembra do seu rosto nem da tua pele que não pude tocar nem os lábios que não tive a oportunidade
mais que seus incentivos me fizeram muito bem
por você roubaria cada degrau de sua escada e se fosse possível roubaria a escada toda só para acompanha a cada passo que você dava de sofrimento, o sofrimento que nos torna fortes quero ver você forte sempre
estou a menos de um passo da argentina a onde tudo vai termina
Send me a flower of your december
Virginia Woolf
Chegamos a Dezembro sem os lamentos habituais, com as mãos nos bolsos e a assobiar canções que deixaram de ser proibidas nos nossos lábios. Estremeço de cada vez que me chamas meu amor, faço de conta que não ouço, coro de vergonha sem saber o que dizer. Porque não há palavras. Gesticulo o mais que posso para disfarçar o embaraço de tanto te querer, e tu a veres. Suspiro infinitamente quando te sinto perto, basta imaginar-te. De resto, o despertador insiste em contar as horas que faltam para te abraçar. Sempre achei que Dezembro escancarava a minha solidão: trazia frio e chuva às noites sempre longas. Agora lembro o teu sorriso, agradeço este coração cada vez mais quente, repleto de uma luz que conforta e inquieta na medida exacta da profundidade dos teus olhos nos meus. E assim adormeço, a amontoar sonhos entre a nossa voz sussurrada
Um canto telegráfico
then you come and crossed my path and so here we be
and how the hell did i live this long without you by my side
can i believe it's you i've sensed and sung to all my life
arms that held me never worked before until i was held by you
Este passo encontrado que nos guia entre as mesas
este chegar tão tarde às pontes levadiças
para uma exposição de rosas no nevoeiro
este eterno trabalho de dadores de sangue
é o que mais nos defende do massacre
vá recomecemos
do ocasional gemido do fantasma eriçado
as notas principais:
pendurar numa árvore o rio capitoso de tantas lágrimas
descer de chapéu na cabeça até ao patamar
dizer para sempre aos cabelos da noite
que basta descalçar lentamente um sapato
que basta ter achado atrás do travesseiro o relâmpago azul do contacto com as mãos
ou ter ido seguro por lençois de linho a devastar de arbustos as solidões do teu corpo
do qual recordo ora as mais vivas carícias ora um mar interior de grande obscuridade
feito de todo o mármore do mundo de toda a areia que sobra do mundo erguido para o silêncio que estrutura o dorso de todas as paisagens belas frágeis do mundo
descer depois já a chorar de medo e a tremer de amor todo o lado de cá
chegar de rosto na água a aparecer às janelas
com um capuz no sítio da cabeça
ah um automóvel!
Nós vivemos há muito nesta espécie de caverna bruxa
alta pelo silêncio que nos veste
real pela erosão de um sol peculiar que ilumina o recinto intermitentemente
um sofá que não é para aqui chamado
também podia servir de modelo à ampla descrição do fenómeno a luz
que nos excede e emite nos liberta e sufoca
depois há um que entra a perguntar o que é
e tudo assume um pouco o ar policial
dos cascos em fuga pela realidade fora
Merecemos o nosso passo de bichos de dilúvio
merecemos que nos ceguem todos os dias
merecemos estar sozinhos rodeados de prédios
merecemos ter connosco toda a vontade
fim princípio moleza dos costumes
assassinatos histórias de basílicas
e até porque não dominicais
mas como não gritar à passagem triunfal do Grande Monstro Parado
como sermos bem nós e a localidade
muito bem disfarçada de necessidade
pela subterrânea passagem que é nossa
como não aspirar a um ponto de espírito um ao outro
em que a deflagração cristalize uma rosa ascensional
e como são as palavras para dizer que te amo
fantasma
cidade doida
braço contra as nuvens
alta promessa minha sempre em vão corada
Apetece contar uma história tão estranha que as pessoas saiam aos tropeções de casa
apetece anunciar com voz fanhosa
cronologicamente cruelmente
todas as horas do pasmo
todos os dias do calendário do medo
todas as terças-feiras da angústia de haver rosas
todo o fumo e toda a raiva de um relógio de sol
Tomaram-nos o pulso e ficámos febris
com o amor que não há a inundar-nos a cara
este amor não esquece este amor
não se esquece há um rato
na tua camisa o céu brilha o céu está
os amantes retomam os seus quartos
num plácido e extenuante recolhimento gráfico
mas não basta encostarmo-nos à parede
para que tudo ressurja e vestir de novo as fardas
a imaginação ainda não é
para servir de pedreiro A Imaginação
as radiosas salas superiores
através da cidade nos jardins nas gárgulas
abre-se o leque das mil cenas celestes
com o homem na ponte cor de rosa velho
as mãos na água a cabeça no mar
Onde é esta partilha este verdete
esta limalha que nos sobem à boca
onde é esta verdade que empurra as estrelas
para intranspossíveis mundos transportadores
uma última vez despedaçados amemos
amemos a nossa pedra o nosso olhar de mil cores
o mármore sem remédio das figuras bloqueadas
como são as crianças e os gigantes
uma última vez e mais estranhos
mais desertos de enigmas mais atrozmente firmes
sob a opulenta folhagem dos soluços
Dir-te-ei que os meus dias foram os teus dias o teu leito o meu leito este corpo este mar
dir-te-ei que há uma rosa oculta num jardim e que ela é uma e outra como nós fomos
estas pétalas são os teus olhos fechados
são as ondas por onde sopra o vento e nasce a cor da aura e o grito gelado das coisas
Dir-te-ei foi agora
cintilante mortal cortado a fogo
e breve
rigoroso
Na sombra repousante
os teus olhos os teus
vãos pensamentos
como um leito avançando sem suporte
ou um navio perdido do dono
Tu partirás primeiro de lado contracenando
e arrastando contigo toda a paisagem
vejo uma águia assustadoramente voando alto
na retina
do vento
vejo o que foi permitido: tocar o horizonte
Amanheceremos fantasmas doutro teatro de sombras
seguiremos imóveis caindo por distracção
de amarra para amarra tomaremos o eléctrico
para o fundo da Terra cidade lúcida e quente
a aí expostos de novo sempre à fúria de curiosos engenhos destruidores
interceptaremos outra vez a vida
digo-te sim faremos girar a Terra
com o polegar nos polos canto telegráfico só captável pelo ar do Karakorum, entre os gelos gigantes do Tibete
e o indicador nos céus realizando o futuro da harmonia
para além de uma lágrima de um adeus com os olhos
numa estação sombria vomitando morte
Dito isto fica um grande espaço vazio
onde o homem está só não já de corpo ou de espírito
mas de todo o murmúrio e todo o espasmo
e então sim contra os vidros
o amor soluça tempestade
deuses cegos assomam às janelas e tombam
sobre o odioso chão que ladra e ladra
uma aurora de cães afivela o teu pulso
e a cobardia responde à cobardia
como a coragem responde à coragem
Um pouco de certo modo por toda a parte
há homens desmaiados ou simplesmente mortos
O AMOR REDIME O MUNDO diziam eles
mas onde está o mundo senão aqui?
Mário Cesariny
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Passei a Noite na Praia
pois foi assim que eu te encontrei
agora é a sua vez de encontra-me
estou perdido no meu próprio mundo e apenas você tem a chave
sei que vai demorar então aprese-se pois não posso ficar esperando
o verão já esta no fim e esta ficando frio aqui ...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Retratos - 10/03/2008
lembro do teu rosto em todos os lugares em todos os momentos do meu dia
enquanto você fugia minhas lágrimas caiam lentas
um beijo para sempre vai ficar marcado naquela mulher menos perfeita
estou caminhado sozinho rumo ao nada mais peço licença a pessoa amada para abri a porteira para atravessar sua estrada
Cada História Escreve a Sua História
E de tudo o que ficou, quem me fará esquecer essas feições tão de ti em mim? Este meu jeito de olhar o vazio, como se nele coubesse todas as minhas dúvidas. Havia muitas, e, disso tu bem sabes. Mas, também havia uma certeza única, irrevogável, que me fazia acreditar ser possível amar, e, ser amado, sem que as dores de um pseudo “faz de conta” pudessem me abalar. E esta certeza, eu conseguia colher de todos os teus sentidos, aqui, comigo, e, que talvez por isso, eu ainda consiga ter o que escrever.
E, eu fico por cá pensando se ainda haveríamos de ter um final feliz desta vez.
Sento, e, escrevo
Ao anoitecer
E ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia
Al Berto
Se te contasse por palavras a melancolia que todos os dias me toma de assalto julgo que irias fugir sem olhar para trás. Nesses momentos mergulho o olhar no fundo do copo e sou silêncio. E é quando te ouço suspirar, juro que sim. Olho para ti e só encontro um sorriso que compreende mais do que aquilo que mostra. Gosto de te ouvir falar, perder-me no tom da tua voz, embalar-me na certeza do teu riso. Se te disser como me apago lentamente de cada vez que ouço certas músicas dentro de mim. Como se os outros deixassem de existir e já não ouvisse mais nada. Se as lágrimas me corressem pelo rosto como quando vejo esses filmes que contam a nossa história. Talvez aí conseguisses saber da emoção que me invade ainda antes de adivinhares que te amo. E se algum dia descobrires que sou triste deixa-me deitar a cabeça no teu ombro. E sonhar contigo só mais um instante.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Não me acorrenta mais
Por que nunca mais voltarei a tocar suas mãos
Porque quando as toco perco meus sentidos e transformo-me em uma criança e corro para seus braços
Para que você envolva me e acorrenta-me neles, prendendo-me e livrando-me
Venha estenda-me a mão e salva-me dos meus riscos
Continuo acreditando que um alguém sairá do meio da neblina para estende-me a mão
para salda-me
Salva-me da minha própria escuridão que atormenta o meu peito e invade a minha alma
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Como os gigantes 2
Dizem que os ursos não possuem corações é mentira pois possuem sentimento mais não os de mostram
De um coração de pedra e frio como o gelo nascem sentimentos difíceis de explicar
Dois sentimentos
Um frágil que se suprime ao mais forte
De um corpo rígido flui um órgão frágil
Mesmo um corpo coberto de pelo existe um pele intocável
Onde as palavras mais lindas não podem chegar
Um sentimento sempre dizendo para não espera por ele
Vá agora, não espere ele dizer eu te amo
Não vamos ser ursos pois nossas peles não são tão fortes e nossos sentimentos estão sempre em confrontos
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Ah pois é...
As viajens e aventuras deste meu mundinho rosa!!
Tu inocentemente continuas a falar da tua vida, como sempre fizeste, até ao dia em que ficas "pendurada", tipo passar o dia de ano novo completamente sozinha o dia inteiro e ainda estar feita parva a espera que alguém apareça para jantar, e aí podes ter uma de duas decisões: ou continuas a falar da tua vida como se nada fosse, ou simplesmente pagas na mesma moeda...
Claro está que a escolha foi a segunda opção! E com ela instalam-se "silêncios incómodos", respostas de SIM e NÃO, e também MAS PORQUÊ?! (quando me começo a irritar com tanta pergunta) isto porque não percebem que ok, se excluem as pessoas das suas vidas acabam também por ser excluidas.... AH e tal mas temos de ser adultos e falar abertamente sobre tudo.....yeah right, cai nessa uma vez, mas não me apanhas lá uma segunda...
Sou fria, sou! Sou vingativa, sou! Sou rancorosa, sim! Mas já aprendi que os outros estão sempre prontos para o serem connosco também portanto....... "quem não mata morre", azar!
Sonhos Verdes - Detonautas Roque Clube
Detonautas Roque Clube
Tenho sonhos verdes
Acho que vão nos ver de novo aqui
Temos que acreditar
Que realmente algo mudou
Mesmo que seja dentro de nós
Sempre que nós estamos juntos
É você quem liberta o mal de mim
Penso em dias perfeitos
Quero te ver de novo aqui
Temos que acreditar
Que realmente algo mudou
Mesmo que seja dentro de nós
Sempre que nós estamos juntos
É você quem liberta o mal de mim
Sinto que a terra girou ao meu redor
Sinto que estamos mais longe da razão
Sinto uma saudade do que não me aconteceu
Sinto os teus instintos tão fortes quanto os meus
Sempre que nós estamos juntos
É você quem liberta o mal de mim
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Saber Andar
terça-feira, 16 de novembro de 2010
LONGA ESPERA
Longa espera
Noites e dias com a ansiedade
A cada momento
Me devorar...
.
Um aperto no peito
Um sorriso sem jeito
Uma doce saudade
Meu peito invade...
.
Olho a lua e vejo teu rosto
Alço minha mão para te tocar
Mas é em vão,
Não consigo alcançar...
.
Vejo o sereno caindo
Como gotas de prata
As folhas das arvores enfeitar
Estou só, e continuo a te esperar...
.
Ao longe ouço o piar dos pássaros
As águas do riacho a rolar
Vejo o reflexo da lua
Nas águas calmas se banhar
.
Tudo isso traz você de volta
Pois eu estou a lhe aguardar
Com o mesmo sorriso nos lábios
A mesma saudade no olhar...
Dibruck
sábado, 13 de novembro de 2010
Um telefonema, Uma chamada
Nunca tive
Um sorriso
Nunca tive um toque
Essa noite tive uma esperança uma esperança de futuro
Nessa noite ouvi uma voz
Uma voz diferente, meio rouca
Uma pessoa que diz meu amor
Uma voz que diz meu amor para sempre
Um algo para dizer
Que hoje a noite faz 12 graus
E que na rua a muitos carros
Que na rua a muito barulhos
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Para onde eu vou

Para onde eu vou ninguém vai me leva
Para onde eu vou ninguém vai lá esta
Para onde eu vou ninguém vai esperar
Para onde eu vou é onde eu quero esta
Para onde eu vou é a onde ninguém quer esta
Mais sei que vou chegar
Para onde eu vou ninguém quer lá esta mais eu vou te leva
No alto das nuvens
No alto dos carros
É onde eu quero esta
E ao seu lado pela janela vamos fugir
E as nossas vidas vamos seguir
Seguir correndo por cima dos carros por cima das nuvens
E ao seu lado sei que vou chegar
Por que esse é o meu lugar
Desejo depressivo
e diz-me que a chamada dele está em espera
Palpita-me a curiosidade, a inveja, o ciúme.
Pois a mim pouco me liga ou quase nunca.
Ansiedade me rouba o fôlego, quase não respiro
Mando ou não uma mensagem?
Passo ou não pelo meu orgulho bobo?
Tenho saudades dele
Tenho saudades de como eu era quando estava com ele
Mas lá se vai o tempo que ele me "amou"
Foi tão súbito e cicatrizante, mas hoje vejo que foi só em mim
Desligo a TV que me tira do sério
Desinteressa de tudo.
Saio da sala e dirijo-me ao chão do banheiro
E ali choro... por hora e meia.
Forço-me a levar com as lágrimas a dor que padece meu peito
Ridículo, eu sei.
Depressiva, talvez.
Ou simplesmente incompreendida.
Saio dali, apago a luz
Ando levemente no escuro do meu quarto
Deito-me e puxo o cobertor, aquecendo-me de ilusão
Os olhos apreensivos me castigam e penso na paz
Vejo-me numa visão solitária de pulsos cerrados
O sangue deslizando no azulejo do chão a molhar-me a roupa
Carente de alguma atenção, não queria morrer.
Queria ser vista, amada pela pessoa certa
E deixar de magoar as erradas.
O meu corpo cansado impedi-me de realizar o desejo da mente
Imaginar-me a cometer tal erro
Saciava-me, dava-me alguma compreensão, uma certa paz absurda
um alívio sem explicações.
Via-me ali desfalecida, jogada ao chão
Talvez morrer sem ninguém ver.
Via-me a ser carregada, solicitada de um socorro tardio
uma mãe desesperada a chorar por mim
Era a única razão que me fazia arrepender
Logo adormeci nesse sonho louco
Quando acordei já não havia desespero,
apenas o vazio de sempre.
Com uma pergunta:
- Seria eu capaz disso?
Crivos de Sábado

As noites de sábado não seriam as mesmas se elas não me trouxessem a ti. Deitada sobre os lençóis brancos de sede casta, tu te fazes de menina, tentando esconder os teus traços de mulher arisca. Lá fora chovia serenamente, um contraste perfeito do que se podia colher de teu sorriso sutil. Cobria-me os olhos, puxa-me pela cintura. Fazia-me sentar, ali bem perto de ti, para que só de ti eu pudesse respirar. Eras egoísta, e, eu gostava de te sentir assim. Possessiva. Incontrolável. Cravando-me tuas unhas, marcando na pele o que só podia ser teu. Puxa-me a cabeça, querias que te visses. O tempo todo. Agarravas-me pelos cabelos, e, colocavas os meus lábios na altura de teus olhos. Gostavas de vê-los se ressecando aos poucos, enquanto que se embebiam passivamente de ti.
Mas, tu também eras romântica, embora quase nunca demonstrasses isso. Pedias-me que te lesses poesias, apontavas-me estrelas que eu jamais conseguia ver. Brincavas com os dedos em meus cabelos, e, juravas proteger-me com tua vida. Ali, eu sabia não haver posse. Não era isso que motivava tais palavras. Era um amor incondicional, irrevogável, irreversível. Ao menos, era assim que eu me sentia, quando tu te acolhias em meu peito, e, prendias a mão na minha. Juravas me proteger, mas eras tu quem precisavas ser protegida.
Mulher, ou, menina, acho que nunca consegui te entender. Mas, e, tu? Foste tu também capaz de nesses momentos me entender?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A Dor
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Amor? Não Sei
o amor que morreu mesmo antes de nascer
Quando me esqueceste? diz ele
Respondi em lágrimas: No momento em que amadureci
Nesta noite desanuviei no ar, fiz-me perecer
Anseia ela que a traição deixe de ser crime
"Espero que seja quando o amor mudar de nome"
Diz-me que já não me quer, diz ele.
olhei-o nos olhos e quase num sussuro esclareci:
- O que quero de ti é um amor que já não podes dar-me
Uma revelação que fez dos meus passos pesados e perdidos
Anseia ela deixar de ser a alma que sonha
"Pois ser mulher é ter de gerir silêncios"
Dê-me uma chance? Insiste quase num desespero fútil
Dei-te tantas, agora apenas tenho uma de tentar ser feliz com outro alguém
Despedi-me no silêncio daqueles olhos, sem reacções
Mas no alívio de soltar-me das correntes de um calor petrificado
O lugar em que temos razão
now i'm scared thats how i'd like to be

Do lugar em que temos razão
jamais crescerão
flores na primavera.
O lugar em que temos razão
está pisoteado e duro
como um pátio.
Mas dúvidas e amores
escavam o mundo
como uma toupeira, como a lavradura.
E um sussurro será ouvido no lugar
onde houve uma casa
que foi destruída.
Yehuda Amichai
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Longe Dali
num dia cinzento,chuva fria molhando os pés
solta o guarda-chuva na berma da estrada, indispensável
Olha o céu de olhos fechados
Num abraço solitário, num espaço vazio
suga a força das gostas que picam a pele
Um som distante, um reflexo
quando vira o rosto ao se ver no meio da estrada
deitada e sem vida
A poça refresca os cabelos espalhados a volta, desordenados
ali quieta, num sossego merecido, de alívio tardio
Não se vê além da água a cobrir-lhe o rosto
Ela se dirige a melodia que ocupa os pensamentos
distante do chão que a suporta
distante do peso que lhe pousava aos ombros
Longe, simplesmente, de tudo.
Apenas o corpo deixado a sujeira que a correnteza trazia
Boca do Inferno
Que nas fendas abertas pela natureza os pássaros fazem seus ninhos
As lendas e os mitos repousam em suas paredes de pedras
Que travam uma guerra particular contra o tempo e as ondas do Mar
Eduardo Zidu de Oliveira
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Antes havia
Os seus 18 anos não me deixam ver o que ela esconde atrás daqueles quadros
Eu vejo ela todo dia como se fosse na TV
Nem para mim ela olhou mas sei que algo começou
Cheguei para ela e com frio disse olá
Com muito medo ela se afastou
Mais o jogo contínua
Do fundo do onibus eu vi ela olhando para trás e sorrindo
Durante muito tempo foi assim que conversamos
O tempo passou
Os dias se foram
As aulas chegaram ao fim
Dos quadros pintados restam saudades
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A biblia de Sebastian Shane 010: Sebastian Enrique “Shane”
Era tudo para ser uma viajem de três dias mais a viajem nunca chegou ao fim.

Ele nunca gostou de partilhar sentimentos uma das frases que sempre diziam era “que sentimentos não se tem, não se mostram não se ganham, você é que tem que descobri em alguém”pensava isso porque sempre que alguém iria falar com ele imaginava aquelas palavras vindo ao contrário. O que mais me chamou atenção foi o facto de ele nunca responder perguntas do género “de onde você vem, onde você vai ou qual é o seu nome” da mesma forma que não pensava em fazer tal pergunta. Sempre com um ar tipicamente frio e ao mesmo tempo tranquilo e calmo, costumava responder sempre “de onde venho não importa já passou, para onde vou não decido apenas sigo e nomes são coisas particulares e que não se vale apenas ficar ocupando espaço na memória” pois como ele tinha UMA FORMA ESPECIAL de pensar que era “as pessoas entram e saem das nossas vidas por algum motivo e se fosse para saber os nomes nós não precisaríamos perguntar, já o saberíamos.
Mia sempre esteve ao seu lado desde quando o conheceu ela dizia que nem sempre Sebastian estava em sintonia ficava parado enfrente a janela esperando o sol nascer, por mais frio que estivesse o inverno na Inglaterra, ele acordava cedo e ficava a espera do primeiro raio do sol nunca disse o porque. Ele servia dois copos de café um para ele e o outro para o sol talvez. Uma vez ate acordei e reparei que ele não estava na janela, fiquei preocupada e corri ate a janela e em um banco de cimento perto do rio ele estava sentado, como ele mesmo me ensinou não fazia pergunta. Neste dias ele veio e disse-me “ele não apareceu hoje" e também já não disse nada passei muito tempo o observando todas as manhas para saber o que ele se referia.

Sebastian tinha apenas 17 anos quando recebeu uma carta de seu pai que tinha acabado de voltar dos campos, convidando-o para que fosse o visitar como eles tinha se separado e já havia construído outra família, Sebastian ao ler a carta sai correndo para a estação de comboio para contar a pessoa que ele mais gostava pois a algum tempo tiveram um caso mais ele ainda guardava os sentimentos muitos fortes, ela acabara de chegar pois tinha ido passar algum tempo na casa de sua avó. Sebastian ficou tão emocionado para poder contar a novidade mais ela entrou no carro e saiu sem nem ao menos olhar para traz, com o passar do tempo foram deixando de se falarem ate que um dias nem “olá” ela o respondeu. Ate que antes do final do ano ela deixou uma carta para Sebastian dizendo que iria se mudar e que não era para ele ir atrás dela mais que ele continua-se a viver a sua vida a notícia foi de certa forma tão forte que fez com que Sebastian fosse levado para o hospital, no hospital foi descoberto que Sebastian tivera uma doença muito rara em seu coração que ele poderia parar de bater a qualquer hora.
Passando quase um ano ele decidiu aceitar o convite que seu pais fizera antes, seguiu para a estação de trem leu um cartas que dizia em baixo em meio as ferrugens e marcas de lama que dizia “O clima para a Europa não são dos melhores, hoje o dia chora em tom de negro um liquido branco e frio a espera do sol” era a mesma fraze que meu avó me dizia sempre durante toda a viajem ficava observando a neve a cair.
domingo, 10 de outubro de 2010
SORRIA
É sagrado
Sempre
Partilhar
É Felicidade
Como oração
Do fundo da alma
Doar
De coração..
O Carinho
Atenção
Faz
União
Sem regras
Acalenta
Alimenta
Satisfaz!
E pra voce
Em nuances
Desenho
Escrevo
Envio
Gotas pura
A aspergir
Teus ares
Felicidade!
Nacarado
Na estrela
Sem nome
Clareando
Vejo
Teu nome
Protagonista
Afinal
Um filme
Contigo
Nesse gesto
]"Faça agora"
Um sorriso?
Pode ser...
Teu sorriso
Gravando..
Seja felíz
Sorria,Sorria
Sem corte sem fim..
LUASPECIAL.
"TENHA UM DOMINGO DE PAZ"
domingo, 3 de outubro de 2010
A vida em poços de água

estive tão longe de ti
que não pensei sequer lembrar o teu nome
percorri distâncias escuras, estradas imóveis
onde circulava o peso sem cor do esquecimento
e se curvavam as pedras à boca do destino
vezes houve em que dormi sem estrelas
num vazio de astros que me congelava as veias
e me amortecia a vida em poços de água
que a vida não podia tocar - rondavam os lobos
e contava os dias, riscando a minha loucura
nas folhas secas do caminho, escondendo a réstia de sonho
entre as raízes ainda vibrantes das árvores rugosas
conhecia por vezes o movimento quase imperceptível
das grandes estações internas, o estalar da seiva,
o tambor duro onde vinha cantar a melancolia
a solidão assustava-me, queimava-me a pele
no vermelhíssimo lume das mãos dos mortos
quero dizer-te que não mais vi ternura
que os meus pés ganharam idade a um ritmo
que não pude conter, acompanhar, escrever-te
sim, fiz-me não te escrever
para que o meu corpo não ouvisse o vento
e as ondas fossem quebrar ao centro dos oceanos
para que uma palavra não pousasse no teu rosto
e levasse a luz dos teus olhos e a vida nos teus lábios
arranquei de mim a morada que eras tu
desisti dos pássaros, afundei barcos, lâminas,
apaguei o calor dos porões como se uma vela
pudesse perigosamente insistir na permanência
desse mundo que era a minha voz, éramos nós
éramos nós, choro
sinto no enrolar dos dedos o ínfimo do teu nome
a abertura impossível de uma janela de avelãs
as avelãs que nos escutavam (lembras-te?)
enquanto lá fora, fora de tudo, a neve
se abatia sobre o dorso antigo das nossas mães
sobre a dor vencida no embalo dos bebés
estive tão longe de ti
mas deixa que agora te nomeie entre as nuvens
e traga para dentro de mim a pintura das tuas pálpebras
o aroma que era o teu corpo nas manhãs a dois
deixa que venha morrer junto de ti
no ventre do amor que prometemos ao infinito
Vasco Gato
Extinto Diário
Desta vez foi diferente. Respeitamo-nos, como há muito não sabíamos mais como fazer. Parecíamos ter regressado a algum ponto inexpressivo do passado, onde os fatos ainda faziam sentido. Mas, à medida que nos desenrolamos em palavras alçadas, percebemos que o passado já não se fazia presente, e, que nós, ali, frente a frente, éramos muito mais do que aqueles dois antigos, e, agora, extintos personagens. Não posso negar de minha surpresa. Mas, devo reservar créditos a nossa maturidade, que prevaleceu em todas as suas virtudes, daquela nossa boa hora
[...]
Paisagem

O vento está a soprar cada vez mais forte.
Da janela do escritório admiro as árvores em frente que se agitam ferozmente, como que dançando, festejando a chegada do Outono.
O mesmo Outono que pintará de castanho as verdes folhas que as vestem, o mesmo Outono que acabará por as despir…transformando a paisagem que hoje aprecio.
As nuvens também correm ao sabor do vento, a chuva não deve tardar…
O Verão parece despedir-se de vez… não deixa saudades!
Gosto do Outono, também gosto do Inverno, da chuva, do vento, dos dias de trovoada…dos temporais.
Vou continuar aqui a olhar o rodopiar do vento…
Sozinho…
Em silêncio…
Meditando...
No silêncio dos meus sentidos!
Gaybriel
AMOR,QUANTOS CAMINHOS ATÉ CHEGAR A UM BEIJO
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.
.
Pablo Neruda
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sábado 18-09-2010
Pois agora estou respondendo na vida passamos por vários momentos uns bons outros nem tanto mais em todo a sempre alguém em que confiamos e agarra-mos pode ser com uma empregada de uma loja disposta a ouvi ou um alguém na rua que precise de uns dois dedos de conversas, é Deus que os manda. Podemos sempre de alguma forma fugimos.
Fugir não resulta? Não só não resulta como também não é a melhor opção. Digo fugir dos problemas talvez escolhi a palavra errada, quero dizer sair não para festa e sim sair para si mesmo sair sozinho para reflectir olhar as coisas como são e se foi errado a escolha de certeza que seria a melhor, pois no erro se fazem o acerto.
Uma vez ouvi um poema russo ou alemão não lembro, sei que dizia “você pode errar uma vez que seu filho ira erra, você pode acerta dez vezes que seu filho ainda vai continuar a erra” não podemos corrigir os erros do futuro que não é nosso e que ainda não foram feitos. pois ninguém ira se levantar e dizer que estávamos certo mais sim podemos amenizar o erro.
Quero dizer hoje esta tudo a correr mau mais amanhã o mau de hoje ajudara a ser forte no futuro
Sábado 18-09-2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Ela ainda vai ser minha

Ela mora na minha rua
No eco da rua consigo ouvir o chinelo
Ela vem descendo a rua
A bola de futebol para os carros da rua também
O namorado dela anda de skate e dizem que é o melhor surfista
Não sei nunca o vi
De skate e boné para o lado todo mundo vira seu fã
Se deus quiser essa menina ainda vai ser minha
Já estou cansado de correr atrás e meu all-star esta dizendo que a corrida esta chagando ao fim
Se deus quiser essa menina ainda vai ser minha
No vai e vem do seu skate elas não param de olhar, mais o que ele não sabe é que a melhor delas esta ao seu lado
Eu sei que ela esta cada vez mais perto
Ela gosta do meu all-star e da minha franja para o lado
Eu sei
Eu vejo de cima do palco
Ela mora na minha rua
Vou passar na casa dela, vamos sair de bicicleta, e se deus quiser ela ainda vai ser minha
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Vc! é vc mesmo!

Vc! é vc mesmo!
Nem vou dizer nada, acho que depois do que fizestes comigo não mereces nem que eu te chame pelo nome, seu moço bem educado! Vc entra e vai embora, diz quer e nunca chega.
Há algum problema que ainda não fui capaz de detectar? Seria eu incapaz de apenas tentar transcorrer as dimensões animísticas para fazer da construção afetiva de fim ignorada apenas realista, um traço, um marco do devir?
Apriori priorizo a prioridade priorizada por aqueles que priorizam o que é imprioizado.
Chego também a crer que tudo que aqui escrevo nada quer dizer, não faz qualquer diferença diante da saudade que sinto de ti.
Vc não entra mais no msn..isso é...no meu horário..rs
Beijos: kézia jacomo 03/06/2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Trago à flor da pele a alma toda
A biblia de Sebastian Shane 009: Noites de Anjos

Hoje é sábado vou sair sozinho, como daquela vez ela se negou a querer sair acho que não dará certo mais nos dois. Eu nem sei se te ligo para dizer boa noite ou daqui a três dias para não perder o enquanto, ou ate mesmo dizer que é o fim. Já são quatro da manha, uma mente embriagada já não pensa apenas fala, dança e sorri.
É tudo normal no final, as carreiras esticadas em cima da mesa dita os passos, são três indo e dois vindo. No céu as nuvens se movimentam rápidas e aqui em baixo o fumo se mistura com o ar. Conversando com pessoas que nunca vi e nunca verei, nem me lembro dela uns sentados outros deitados nada é rápido cada coisa a seu tempo é o que ela sempre dizia.
Eu não sou um anjo eles não seriam como eu, eles são chamados de mensageiros de deus como eu poderia ser se ele nem me olha de frente.
sábado, 21 de agosto de 2010
Belo Homem
olhar o sol e ter o desejo de o sentir mais perto
tão perto que sufoca a ansiedade, incontrolável e insatisfeita.
Incrível
conhecer a semelhante emoção de um desejo simples e mesmo do outro lado
do mar um sonho distante.
Vejo além no mais alto morro aquele homem.
Ele vê além da fronteira que a realidade lhe propõe,
além da súbita indiferença que o mundo lhe causa,
num risco medíocre de um ser humano.
Busca na sede de amar o que mesmo sua mente nega admitir,
uma esperança perdida que lhe bate a porta e ele olha ao lado, indiferente.
Belo homem de mente sensata, de poucas medidas,
conversas exactas que exala no meu ouvido como melodia de verdade.
Som de um silêncio, de um querer tão igual.
Vejo além do mais longo caminho aquele homem.
Ele anda pelas pedras que cercam teus passos,
desvia do golpe de pessimismo e
colhe nos campos as ideias que lhe agradam.
Segue pelo sangue quente que lhe altera o juizo e frio pela decepção da alma,
tão leve o corpo que ocupa com um pensar pesado de tristezas, tão inúteis.
Fútil, porém,
aquela saudade que lhe tira o ar e espalha tua bondade como um mato
pisado.
Belo homem que encontrei, perdido e confuso.
Porém tão certo e decidido.
Desconhecido homem que contém a essência de poucos seres humanos.
Além do mar fica no peito o carinho, incondicional.
Fica na saudade que nunca foi deixada, no beijo que nunca foi dado, no olhar que nunca foi visto e ao mesmo tempo plantado no coração os ingredientes de um sentimento bonito e puro
terça-feira, 3 de agosto de 2010
As tuas Estradas
domingo, 1 de agosto de 2010
J de você, J de mulher

Encontrei a pessoa mais linda do mundo no dia de hoje e nem me dei conta
Uma amiga especial um alguém perfeito mais tão prefeito, que com ela eu ate fugi da realidade e íamos para a lua ou para um lugar especial
Prometi nunca perde-la nunca mais, peço graças a deus pela aquele dia em minha vida
Ela iria mudar tudo em minha vida
Logo eu que sempre fui uma pessoa difícil de entender uma pessoa que jogava apenas para ganhar, perto dela sinto-me uma criança correndo para sua mãe.
sábado, 31 de julho de 2010
O despertar, removendo as Folhas

São três da manha acabei de acordar
Vou tomar o meu café sozinho
Como eu imaginava, ela não esta aqui, estou saindo mais esta tão frio
Não sinto meus pés e o sono ainda insiste em seguir-me, onde quer que eu vá
O comboio anda rápido para os outros
Mais para mim anda devagar
Como ontem, ontem de ontem
O que aquelas montanhas fazem ali
Hoje cheguei em casa mais cedo
Cansado não pude deixar de reparar na mala encima da cama
Como eu pensava ela voltou, o nosso quarto esta cheio de folhas
Novamente
Autor: Eduardo Zidu de Oliveira
domingo, 25 de julho de 2010
Aprender a ser Feliz á minha maneira
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Como os gigantes

Com olhos de gigantes posso ver o longe
Com olhos de gigantes posso ver através dos montes
Seria tão fácil de te sentir
Com os olhos dos gigantes pode ser ver o longe, não mais de tão distante
Seria acreditar no nada
E no bem estar das montanhas posso tocar com a ponta dos dedos o mais lindo céu
Pintados de nuvens brancas
Dos gigantes que choram fazem brotar as mais lindas cachoeiras
Como os gigantes quero brincar de me esconder em seus cabelos
Sentar em seus pés para poder seguir seus passos bem de perto
Autor: Eduardo Zidu de Oliveira
Imagem: http://fernandocomics.blogspot.com/2008/10/blog-post.html
terça-feira, 6 de julho de 2010
Respeitar as opções do outro
colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe-me, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, geralmente na mesma hora que o seu vem cheirar as flores!
"Respeitar as opções do outro "em qualquer aspecto" é uma das maiores virtudes que
um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam
diferente.
Nunca julgue. Apenas compreenda".























